26.6 C
Vitória
segunda-feira, 6 dezembro 2021

Cumprindo o Ide! Alimentando os que tem fome

Ao invés de entregar cestas básicas, uma igreja do interior de São Paulo criou o Mercado Solidário, onde as pessoas entram, escolhem os produtos e leva para casa sem pagar nada por eles

Por Priscilla Cerqueira

“Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer”. A passagem bíblica inspirou uma igreja do interior de São Paulo a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social com alimentos. Mas ao invés de entregar os mantimentos em cestas montadas, foi criado o mercado solidário.

A iniciativa é da Comunidade Cristã Cabana Church, de Rio Preto. Entrar no local e escolher os produtos que vai levar para casa, além de alimentar o corpo, traz dignidade às famílias que necessitam de doações.

O projeto é uma nova fase do programa social da igreja, que funciona há 3 anos e entregava, mensalmente, cestas básicas para 60 famílias cadastradas.

O Mercado

O Mercado Solidário simula a aparência e operação de um mercado real. Nas prateleiras, estão vários produtos alimentícios, de limpeza e de higiene pessoal, para que os “clientes” possam escolher os que mais necessitam ou o que querem.

Mercado solidário
pastora Jeiza Pontes, criadora do projeto, com o marido, o bispo Alex Pontes. Foto: Instagram

“Em vez de entregar uma cesta básica, as pessoas podem escolher o que elas realmente precisam e não têm condições de comprar em um mercado comum, porque a alimentação vai além do arroz e do feijão. Essas famílias também têm vontade de comer um danone, por exemplo”, explica a pastora Jeiza Pontes, idealizadora do projeto.

A experiência de compras no mercado não se limita à escolha dos produtos no carrinho. Ao final da compra, as famílias também passam no caixa e pagam, de maneira simbólica, pelo que vão levar. O pagamento é feito com os dracmas, moeda previamente entregue pela instituição.

“As famílias recebem dracmas, que é um dinheiro fictício, com nome da moeda da bíblia. Trouxemos essa questão do dinheiro como forma de virar uma chave nas famílias. É um resgate de honra, de dignidade, de poder dizer que foram eles que pagaram por esses produtos”, diz.

A pastora relata que cada família recebe uma quantidade de dracmas de acordo com a quantidade de pessoas que existe na casa, mas que, em média, são 300 moedas.

Felicidade dos beneficiados

Adrieli Roberta Ignácio Yamamoto, 30 anos, que já era beneficiada pelas cestas básicas antes de ser inaugurado o Mercado Solidário, ficou muito animada com o projeto. Ela, o marido e seus quatro filhos, de 12, 7, 6 anos e um de 9 meses, foram os primeiros a comprar no mercado.

“Fui muito bem recebida. Gostei pela forma de ter opções, porque, às vezes, precisamos de algo a mais do que vem na cesta, principalmente quem tem filhos. O mercado proporciona isso, porque eu pude pegar o arroz e o feijão, que são essenciais, mas também pude pegar um leite, um sabonete, uma pasta de dente e uma fralda, que também são itens que fazem parte do dia-a-dia”, diz.

Assim como o projeto que entregava as cestas básicas, o Mercado Solidário funciona a partir de doações feitas para a igreja.

Veja a inauguração do mercado solidário

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se