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domingo, 5 dezembro 2021

Aliança Evangélica publica manifesto em defesa da democracia

“A participação política e cívica cristã jamais desrespeita ou esvazia a humanidade de ninguém, nem dá lugar ao ódio e ao linguajar ofensivo, que são obras da carne”

Por Marlon Max

A Aliança Evangélica Brasileira publicou um manifesto em defesa da democracia e alertando para os compromissos históricos da igreja na construção da sociedade. O documento argumenta em diversos tópicos a maneira que o cristão deve ser orientado a se envolver na política, além de repudiar o que chama de “ruptura no processo democrático”.

O texto ainda faz menção aos mais de 580 mil brasileiros que perderam suas vidas durante a pandemia da covid-19. Embora o tom do documento repudie a institucionalização da política dentro da igreja, os proponentes defendem a participação cívica nos acontecimentos atuais do país.

“A Aliança Evangélica reafirma seu compromisso com os valores democráticos, com o Estado de direito e com as autoridades brasileiras legitimamente constituídas. A democracia é o regime político que permite a divergência de ideias na forma da lei. Manifestamos nossa clara repulsa a qualquer tentativa de ruptura com o processo democrático e o império da lei”, explica.

A entidade atenta para a importância da unidade entre os cristãos. “Reafirmamos nosso compromisso em promover a unidade do corpo de Cristo, sendo também voz profética para o nosso país. Celebramos nestes dias a independência do Brasil e todas as demais conquistas a partir dela, porém estamos conscientes do momento conturbado que atravessamos, lamentando, sobretudo, as mais de 580 mil mortes pela Covid19”.

O documento continua e esclarece a intenção do manifesto que tem abrangência nacional. O texto faz menção à igreja histórica e primitiva e sua influência na sociedade à época. “O objetivo deste texto é nos posicionarmos diante de possíveis ameaças à ordem constitucional, apontando valores evangélicos sobre a participação política cristã. A participação política e cívica é incentivada às comunidades cristãs desde a igreja primitiva, como atesta o Novo Testamento. Esta participação, contudo, é diretamente norteada por valores sólidos”, destaca.

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