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domingo, 19 setembro 2021

Vale de tudo para ajudar a quem precisa!

Mesmo isolada e confinada em casa por conta da pandemia, a aposentada Arinda Silva, 76 anos, encontrou um jeito de ajudar as pessoas

Por Priscilla Cerqueira 

Arinda Silva, de 76 anos, encontrou um meio inusitado de continuar exercendo a solidariedade mesmo confinada. A capixaba que mora na Serra (ES) improvisou uma corda para arrecadar mantimentos e descer doações para ajudar a quem precisa.

A ideia nasceu da necessidade que ela sentia em auxiliar as pessoas que a procuram pedindo ajuda. Segundo Arinda, a busca por alimentos e mantimentos em geral, tem aumentado com a pandemia.

A percepção de Arinda é assertiva e os números corroboram. A taxa média de desocupação em 2020 foi recorde em 20 estados do país, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD Contínua), iniciada em 2012.

“Por telefone as pessoas me ligam e dizem que têm doações. Outras entram em contato pedindo ajuda. Então uso uma corda improvisada para pegar ou para descer os mantimentos”, conta.

Foto: Filipe Adrian

Pão nosso de cada dia

O trabalho de voluntariado realizado pela dona Arinda não é recente. Por quase 20 anos, a aposentada trabalhou na Ação Solidária Adventista (ASA), um departamento da Igreja Adventista voltado a ajudar a comunidade com mantimentos.

Além dos mantimentos, ela também encontra outro meio de ajudar. Prepara pães e costuma ir à varanda de casa observar se passa alguém que aparenta está precisando. “Eu grito aqui de cima ‘Ei, quer um pãozinho aí?’! Se a pessoa aceitar, eu desço o pão para pessoa”, conta.

E se alguém que não precisa recorre à Arinda pedindo seus famosos pães, ela pede em troca alimentos como açúcar, óleo, arroz ou feijão. Reserva o produto arrecadado para doar posteriormente. “Eu gosto de ajudar para que quando eu não estiver mais aqui, outros continuem”, ressalta.

Vacinada

No dia 13 de março, Arinda tomou a primeira dose da vacina e aguarda com expectativa a segunda que deve sair a partir do dia 13 de abril. Mesmo assim, ela ainda se mantém resguardada no combate ao coronavírus, mas não da solidariedade.

“A motivação que sinto vem de Deus. Ele me faz enxergar a necessidade pelas quais as pessoas estão passando durante a pandemia. Então faço o que posso para continuar este trabalho”, finaliza.

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