Ainda não entendeu nada!

Um artigo recente de Camila Brandalise fez referência a uma estudante de São Paulo – nascida em berço evangélico e integrante de grupo de louvor – que aos 18 anos começou a namorar um rapaz de fora da igreja e perdeu sua virgindade.

Apesar disso, ela permaneceu cantando nos cultos e, mesmo depois de terminar o relacionamento, decidiu continuar transando com quem quisesse, mesmo sem casar. O problema é que sentia culpa o tempo todo e sempre nas suas apresentações musicais sabia que estava em pecado! Não demorou para se descobrir bissexual, porém não assumiu perante sua família, até porque não é problema deles “com quem eu transo ou deixo de transar”. Então se permitiu experimentar outras coisas, sem sair da igreja.

Ao ler essa reportagem, fiquei pensando: se fosse pastor dessa menina, o que diria para ela? Primeiro, que precisa entender a coisa mais básica da vida cristã: o fato de pertencer a um lar evangélico, de cantar no louvor, não a torna uma cristã. O que nos torna cristãos é o novo nascimento.

Se fosse pastor dessa menina, o que diria para ela?

A segunda coisa, pediria para que lesse Romanos 6:2, quando Paulo pergunta: “Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?”. Ou seja, cristão e pecado são coisas incompatíveis (sem hipocrisia). Deixe-me usar uma outra explicação do apóstolo sobre essa incompatibilidade. Ele diz: não reine o pecado em vosso corpo, de maneira que obedeçais às (do pecado) suas paixões (6:12). Se há alguma dúvida, complementa: “Os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8:8).

Finalizaria lembrando o conselho do missionário: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Acho que ela ainda não entendeu o que é ser cristã, muito menos Camila, ao elogiar sua atitude.


José Ernesto Conti
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