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terça-feira, 25 janeiro 2022

Aids: mais solidariedade, menos preconceito

Comunhao-HIV
Combate HIV. Foto: Reprodução

Em 2020, o Brasil identificou 32,7 mil novos casos de HIV. Apesar do número ser alto, em comparação com 2019, houve uma redução de 25% na detecção de novos casos de Aids

Por Wesley Ribeiro

Dezembro começa com uma data importante, o Dia Internacional de Luta contra a AIDS. A ideia de uma data para chamar a atenção da comunidade internacional sobre as medidas de prevenção e tratamento da doença, assim como o de reforçar a solidariedade e combater o estigma e a discriminação em relação às pessoas que vivem com o vírus HIV surgiu em 1987.

Durante a Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), ficou decidido que este dia seria 1º de dezembro. A conscientização é uma poderosa ferramenta contra a Aids e contra o preconceito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37,7 milhões de pessoas conviviam com o HIV no final de 2020, mais de dois terços delas na África.

A UNAids, programa de combate ao HIV e à aids, da Organização das Nações Unidas (ONU) sediado em Genebra, afirmou na segunda-feira que a pandemia de covid-19 está minando a reação à aids em muitos locais, e que os serviços para pessoas que usam remédios contra HIV sofreram transtornos em 65% dos 130 países pesquisados.

Mas o que é AIDS?

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é causada pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). O HIV é um vírus que se instala no corpo humano de tal forma que ele não consegue se livrar, obrigando a pessoa a conviver para sempre com ele.

Transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados, o HIV afeta especificamente as células do sistema imunológico, que sem o tratamento antirretroviral (TARV) torna o organismo, ao longo do tempo, incapaz de lutar contra infecções (AIDS).

Muitas pessoas que estão infectadas com o HIV não têm nenhum sintoma durante 10 anos ou mais, por essa razão, a única forma de saber se a pessoa está infectada com o vírus é por meio do teste e, caso a pessoa tenha sido exposta a uma situação de risco é recomendado solicitá-lo.

A única forma de prolongar a vida das pessoas infectadas pelo HIV é com o tratamento antirretroviral, pois até o momento, não há previsões de cura.

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