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segunda-feira, 17 maio 2021

Afinal, o futuro a Deus pertence?

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Desde a infância a música faz parte da minha vida e dos meus sonhos

O meu imaginário e as minhas emoções foram sempre influenciados de certa forma pelas letras e melodias das canções que eu ouvia.

Composta no início da década de oitenta, como resultado do encontro do músico italiano Maurizio Fabrizio com Toquinho, parceiro de Vinicius de Moraes, a música Aquarela se tornou um fenômeno mundial, fez parte da minha adolescência e, também, na verdade, de toda a minha trajetória de vida até hoje.

Aquarela revela a visão de vida, mundo e futuro aos inocentes olhos de uma criança.
Numa folha qualquer
Eu desenho um Sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo

Corro o lápis em torno da mão
E me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos
Tenho um guarda chuva

Desde então ela é utilizada por educadores de todo o Brasil para promover atividades psicopedagógicas com as nossas crianças fazendo uso de materiais simples, como lápis, folha de qualquer papel e tinta.

Nela contém uma interessante reflexão quanto ao pensamento que se tem em relação ao futuro.
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar
Pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar

Sem pedir licença
Muda nossa vida
E Depois convida
A rir ou chorar

A simplicidade e a leveza de entendimento de um menino mostram a vida como uma viagem e o futuro como uma astronave, de inapelável imprevisibilidade e imparcialidade.

É uma maneira simples de entendermos que, diferentemente do que pensamos muitas das vezes, não dominamos todas as variáveis, aliás, poucas são as que podemos dominar.

Pretendo aprofundar um pouco a reflexão, sem, obviamente, perder o encanto pela letra da música que tanto admiro.

Em parte dos seus relatos registrados no livro bíblico de Eclesiastes o sábio Salomão fala sobre a vida como se fosse correr atrás do vento; que há um futuro comum a todos –  que é a morte – e que pouca diferença faz ser sábio ou tolo:

Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo;
porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá.
E como morre o sábio, assim morre o tolo! (Eclesiastes 2:16)

Nós podemos enxergar a vida de maneira simples como uma criança e o futuro se descolorindo, como uma aquarela, em seu final.

Também podemos enxergá-lo sob o ponto de vista do ator francês do Século XX, Pierre Dac:
“O futuro é o passado em preparação”

Nesse caso, em parte, o futuro nos pertence.

Nisso creio e posso lhe afirmar que parte do seu futuro, seja claro ou seja escuro, terá a cor que você pintar.

Pra finalizar lhe trago um texto bíblico que, para mim está – em parte – em concordância com o que escreveu Toquinho e Maurizio na música Aquarela acima citada:

Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;
Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã.
Porque, que é a vossa vida?
É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
Em lugar disso devíeis dizer:
Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
(Tiago 4:13-15)

Acredito sim na imprevisibilidade de parte do nosso futuro e da falibilidade dos projetos humanos, como também na finitude e brevidade da vida, porém, nesse caso, diferentemente do que diz a música,o futuro não é uma astronave que tentamos pilotar e, sim, uma Eternidade que ansiamos morar.

Respondendo então à pergunta que não quer calar: Afinal: o futuro a Deus pertence?

Lhe asseguro que sim, querido leitor, pois creio que do pó veio o homem e ao pó tornará e o seu espírito volta para o Senhor e dele contas cada um prestará.

Siga bem, em paz e feliz.

Lulinha Tavares é coach esportivo, formado em Educação Física, MBA-FGV/FIFA/CIES, especialista em Psicologia do Esporte, empresário, pastor e líder da Igreja Batista da Graça em Queimados (RJ)

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