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terça-feira, 28 setembro 2021

Adriano, Robinho, Kaká e a questão da estrutura familiar

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O mundo do futebol se debateu recentemente sobre o abuso de bebidas alcoólicas entre os atletas. O assunto veio à baila devido ao problema, que já se tornou público, de Adriano, craque do Flamengo e da Seleção Brasileira, com a bebida.

A revista Veja, de 17 de março, publicou uma matéria cujo título era “O barraco armado pelo imperador”. Só pela chamada da reportagem, podemos perceber a complicada situação do atleta. Adriano, alcoolizado, segundo a Veja, protagonizou cenas de fúria e baixaria na favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.

A mesma revista, em sua edição de 4 de fevereiro, destacou o problema que Robinho, hoje no Santos Futebol Clube, teve, enquanto jogava na Europa, numa noitada em uma boate de Leeds, cidade vizinha a Manchester. Na ocasião, o que foi noticiado é que Robinho teria agredido sexualmente uma jovem inglesa de 18 anos.

Comentando o caso de Adriano, a psicóloga Suzy Fleury, que já atendeu atletas da Seleção Brasileira, afirmou: “A alta incidência de casos de uso abusivo de álcool nesse meio se explica pela trajetória que muitos dos jogadores têm em comum. Eles experimentam ascensão meteórica e, como em geral não contam com uma base familiar sólida nem com estudo, ficam completamente desorientados”. No caso de Robinho, Veja publicou na época o seguinte comentário: “Todos eles seguiram o mesmo roteiro, da infância pobre, em meio a uma família pouco estruturada, ao estrelato e à fortuna repentinas, sem condição, tempo ou disposição para o amadurecimento emocional”.

Já de Kaká, sempre quando a imprensa, além de comentar seu alto nível futebolístico, ressalta que a questão da estrutura familiar faz a diferença na vida pessoal e profissional do atleta do Real Madrid e da seleção canarinha.

Mas o que vem a ser uma família estruturada? Com certeza a pergunta dá margem para uma séria de considerações importantes. Se pedíssemos a 10 psicólogos ou sociólogos para darem 10 características de uma família estruturada, teríamos, pelo menos, uns 70 a 80 itens diferentes.

Elinaldo Renovato de Lima, pastor da Igreja Assembleia de Deus em Parnamirim (RN), num dos seus artigos, sintetiza bem o tema. Diz ele: “O lar deve servir de porto seguro para o jovem inquieto. Se ele recebe amor e carinho de seus pais, se sente valorizado e reconhecido, tem uma autoestima elevada, e não se deixa seduzir pelos convites e apelo de pessoas infelicitadas pelo vício. Se tem diálogo com seus pais, aprende que eles são seus verdadeiros amigos e não se deixa levar pelos falsos amigos da escola, da rua ou do trabalho. Porém, quando isso lhe falta em casa, acaba indo buscar inconscientemente lá fora, em ambientes poluídos pelo vício e pela prostituição”.

Então podemos dizer o seguinte: Uma família estruturada é aquela que está presente, entre outras coisas, o amor, troca constante de afeto (carinho), preocupação dos pais em construir nos filhos uma autoestima elevada e diálogo.

Como afirmei, muitos outros itens poderiam ser lembrados, mas se numa família forem encontradas essas quatro características podemos garantir, sim, que essa família está no caminho certo e dará uma grande contribuição para a sociedade como um todo.

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