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domingo, 19 setembro 2021

Entidade cristã luta contra o alcoolismo na Bahia

Há mais de 20 anos a Agência Humanitária Adventista, ADRA, atua contra o alcoolismo na capital de maior consumo de álcool do país, Salvador (BA), com trabalho multidisciplinar e humanizado

Aos 55 anos, Hélio Queiroz tem experiência para descrever como é ter uma vida arruinada por conta do alcoolismo. Ele começou a beber há quase 40 anos. Perdeu uma profissão que amava, afastou-se da família, foi morador de rua por três anos, chegou a pesar 70kg.

E quando parecia que nunca iria largar o álcool, conheceu o Pró-Vida, espaço terapêutico da ADRA, a agência humanitária adventista, que ajuda pessoas afetadas pela dependência química. Começou o tratamento na unidade, em Cachoeira, interior da Bahia. “Estou me recuperando, já estou com 85 kg e saudável”, disse Queiroz, que se declarou feliz também por descobrir o valor da espiritualidade em sua vida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem a cada ano em decorrência do alcoolismo. Com a pandemia, o problema se intensificou. No Brasil, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostrou que 18% dos participantes relataram estar bebendo mais devido ao contexto da Covid-19.

Em Salvador, o problema se agrava. Segundo Pesquisa Nacional de Saúde, de 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade baiana é a capital brasileira onde o consumo de álcool é maior. Enquanto no Brasil o consumo de álcool fica em 37,1% entre homens e 17% entre mulheres, esses dados sobem em Salvador para 51% (homens) e 31,8% (mulheres).

Combate às drogas

No dia 20 de fevereiro, data que marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, a ADRA declarou que o Pró-Vida já conseguiu ajudar mais de 1,5 mil pessoas a superar a dependência. Um serviço que leva esperança.

“Este trabalho vem sendo feito há 20 anos, ajudando pessoas na reconstrução de suas vidas, através de um trabalho multidisciplinar e humanizado”, declarou Leonardo Carvalho, coordenador do Pró-Vida.

A comunidade terapêutica tem uma abordagem participativa para tratar a dependência química, através de mudança no estilo de vida, entendendo o uso abusivo como sintoma de um desajuste psicológico e social da pessoa. O trabalho com a natureza, os encontros sociais e a espiritualidade fazem parte do tratamento, que usa remédios naturais (respiração, banho de sol, terapia com água etc.) como parte da rotina de cuidados.

*Com informações de Notícias Adventistas 

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