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domingo, 14 abril 2024

ADORADOR – SER OU NÃO SER!

 

ADORADOR – SER OU NÃO SER!
Foto: Freepik

Por José Ernesto Conti

Abordamos na semana passada, que o ser humano é, por natureza, um ser adorador e que na falta de uma divindade, acaba adorando qualquer coisa. Por milênios, o ser humano sempre misturou sua ânsia de adorar, com uma religião instituída como se tudo fosse a mesma coisa.

A maior confusão é que, a necessidade humana de adorar, tem levado a humanidade a erros grotescos quanto ao objeto da sua adoração, ou usando uma linguagem bíblica, tem levado os povos a uma idolatria irremediável e traiçoeira, afastando-o ainda mais da verdadeira adoração e o pior, fazendo da adoração uma mistura sincrética que tem levado muitos a confundir objeto de adoração com a religião, principalmente a cristã. Qual seria então a diferença entre adoração e religião?

Vamos colocar ordem na casa: a adoração é o canal pelo qual o ser humano interage com a divindade. Já a religião é a postura intelectual, moral e consciente que resulta de uma fé. Adoração e religião, apesar de coisas distintas, elas se encontram em um ponto comum: no culto. E por ter esse ponto comum, é que as coisas se misturam.

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E é nessa mistura que as coisas complicam, pois tanto a adoração quanto a religião, acabam perdendo seu sentido e nos dias atuais com as religiões enfraquecidas e a adoração descambando para uma idolatria perniciosa, já nem sabemos mais o que é uma coisa ou outra.

Por exemplo, muitas pessoas confundem a religião cristã como sendo uma mera fonte de moralismo. A religião cristã, se preocupa com a moral, mas ela vai além de um procedimento definido por regras de comportamento. Outros a confundem com o legalismo, chegando a exacerbar nas exigências legalistas que impõe cargas pesadas sobre os ombros dos homens. Outros a confundem com um formalismo asfixiante como se Deus exigisse um proceder impecavelmente retilíneo. Muitos enxergam a religião como se fosse uma espécie de proibicionismo, onde “tudo não pode” ou tudo é pecado, como se a Bíblia fosse um livro de regras que proíbem as pessoas a fazer as boas coisas da vida…

Por outro lado, muitos (evangélicos incluídos até o pescoço) acreditam que adoração é frenesi, alucinação, delírio, arrebatamento, … transformando os cultos em verdadeiras “raves gospel”, fazendo boa parte dos evangélicos ficarem assustados e desconfiados se de fato Deus está ali.

Como posso adorar o meu Deus, sem extrapolar minha religião? Jesus resolveu essa questão quando respondeu àquela mulher samaritana: Deus é Espírito e importa (faz questão) que seus adoradores o adorem em espírito e de verdade. Nem a religião, nem a adoração pode ser produzida pelo homem, mas é resultado de um ser profundamente consciente de quem é Deus e o que esse Deus fez para resgatá-lo do inferno. Sem essa noção real, tanto a religião, quanto a adoração estão fora daquilo que Deus estabeleceu.

José Ernesto Conti é pastor Presbiteriano e escreve todas às terças-feiras em Comunhão.

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