21.6 C
Vitória
sexta-feira, 12 agosto 2022

Açúcar pode ser nova arma contra vírus, aponta estudo

Vírus-açúcar-
(Foto: Reprodução)

As ciclodextrinas são usadas na indústria alimentar, o que facilitaria a aprovação do uso em tratamentos farmacêuticos contra o vírus

Uma equipe de cientistas suíços e britânicos descobriu que moléculas de açúcar modificadas em laboratório podem destruir muitos vírus pelo simples contato. E podem servir para avançar no combate de doenças como o coronavírus recentemente originado na cidade de Wuhan, na China.

A descoberta pode ser um avanço importante no combate aos vírus. Muitos tratamentos mostram eficácia limitada e não impedem completamente a propagação das infecções, segundo a Universidade Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), uma das participantes do estudo.

Coronavírus: Brasil tem 9 casos suspeitos em 6 estados. Saiba mais! 

Os açúcares modificados são especialmente eficazes “em vírus responsáveis por infecções respiratórias e herpes”, disse a EPFL sobre uma pesquisa que contou com a participação de especialistas das universidades de Genebra (Suíça) e Manchester (Reino Unido), e será publicada na revista “Science Advances”.

A maioria das substâncias conhecidas como capazes de destruir um vírus por simples contato, ou “virucidas”, geralmente eram extremamente tóxicas para o corpo humano e não podiam ser aplicadas sem causar danos graves, no caso da “lixívia”.

Os medicamentos antivirais habituais, com substâncias mais absorvíveis pelo organismo, retardam o desenvolvimento dos vírus sem destruí-los completamente. Isso pode permitir mutações e resistência ao tratamento, aumentando os riscos de epidemias.

“Para superar esses dois obstáculos e combater eficazmente as infecções virais, imaginou-se um ângulo de ataque completamente diferente”, destacou a chefe do estudo, Caroline Tapparel Vu, da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra.

Derivados Naturais de Glicose 

Pesquisadores tinham produzido um antiviral capaz de destruir vírus a partir do ouro. No entanto, métodos de pesquisa similares foram aplicados usando derivados naturais da glicose chamados ciclodextrinas.

“As vantagens são muitas, sendo mais biocompatíveis (adaptáveis ao corpo humano) que o ouro e mais fáceis de usar, além de não ativarem mecanismos de resistência e não serem tóxicos”, disse Samuel Jones, pesquisador da Universidade de Manchester e participante do projeto.

Vírus-açúcar-
A esquerda, a atuação da açúcar (cinza) sobre o vírus (verde) (Foto: Reprodução)

O especialista acrescentou que as ciclodextrinas são normalmente usadas na indústria alimentar. Isso facilita a aprovação do uso em tratamentos farmacêuticos, e são muito estáveis, por isso podem ser um medicamento aplicável como creme, gel ou spray nasal. As moléculas de açúcar modificadas atraem vírus e os inativam irreversivelmente, em vez de simplesmente bloquearem seu crescimento, como muitos dos antivirais fazem.

O uso parece eficaz para muitos tipos de vírus, não apenas um em particular (muitos antivirais para vírus como HIV ou hepatite C são específicos eles). Portanto a nova descoberta pode ajudar contra novas doenças para as quais não há tratamento.

“Se tivermos sucesso nesta transição para aplicações concretas, o nosso trabalho poderá ter um impacto global, e o composto poderá ser eficaz contra novos vírus emergentes, como o que atualmente causa preocupação na China”, concluíram especialistas.

*Da redação, com informações da Agência EFE 


Leia Mais

Coronavírus: Brasil tem 9 casos suspeitos em 6 estados 
Coronavírus já matou 26 pessoas; OMS mantém alerta 
Mais de 200 casos de infecção por Coronavírus na China

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Entre para nosso grupo do Telegram

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se