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quinta-feira, 18 agosto 2022

Acordo do TSE contra fake news tem baixa adesão de líderes evangélicos

Foto: TSE

A proposta tem também como foco reduzir a resistência ao sistema de voto, para que a confiabilidade nas urnas eletrônicas seja aumentada

Por Patricia Scott 

As principais lideranças das igrejas evangélicas não assinaram o termo de compromisso para combater a fake news nas eleições 2022. A proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem como foco reduzir a resistência ao sistema de voto, além de derrubar fake news que coloquem em dúvida a confiabilidade nas urnas eletrônicas. No entanto, as entidades religiosas afirmaram que não vão entrar no debate sobre as urnas.

“Esta Casa de Justiça houve por bem reunir, nesta ocasião, em torno da causa democrática, representantes notáveis das mais diversas crenças, doutrinas, práticas e profissões de fé, visando à divulgação dos ideais de respeito, solidariedade e harmonia social, como forma de debelar a perspectiva de conflitos durante e após a revelação da vontade popular, no contexto das Eleições de 2022”, ressaltou Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na abertura do evento.

Dos 33 líderes ou representantes de entidades religiosas, o presidente do TSE conseguiu o apoio de apenas 13. Fachin esperava contar com o empresário Carlos Wizard e também com o líder da bancada evangélica, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (União Brasil/RJ).

Também não assinaram o bispo Adner Ferreira, presidente da Assembleia de Deus, Ministério de Madureira, o pastor Samuel Câmara, presidente da Convenção da Assembleia de Deus do Brasil (CADB) e o bispo Eduardo Bravo, presidente da Unigrejas. No entanto, o documento do TSE teve o apoio dos juristas evangélicos, islâmicos, espíritas, judeus, budistas e representantes das religiões afro-brasileiras.

Foto: TSE

A presidente da Associação de Juristas Evangélicos (ANAJURE), Edna Zilli, enfatizou sentir-se honrada em representar o segmento evangélico na reunião e mencionou a importância da participação das organizações da sociedade civil na temática eleitoral, inclusive com espaço para distintas convicções religiosas, filosóficas ou políticas. Segundo ela, “a transformação do nosso país passa pela compreensão da diversidade que nos constitui enquanto povo, e pela adoção de medidas que consigam equilibrar interesses divergentes”.

Em contrapartida, o pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), comemorou o fato de a maioria dos líderes evangélicos não terem assinado o documento. Nas redes sociais, ele chama o ministro Edson Fachin de “esquerdopata de carteirinha” e convoca os evangélicos a boicotarem o documento.

Os líderes que assinaram o termo:

Márcio de Jagun, fundador do Instituto Orí

Nilce Naira, coordenadora da Rede Nacional de Religiões
Afro-Brasileiras e Saúde

Keizo Doi, monge regente do Templo Shin Budista Terra Pura

David Raimundo Santos, fundador da ONG Educafro

Joel Portella Amado, secretário-geral da CNBB

Hélio Ribeiro, vice-presidente da Ajebrasil (Associação Jurídico-Espírita do Brasil)

Edna Zilli, presidente da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos)

Stéfanne Amorim Ortelan, encarregada de política de proteção de dados da Aneasd (Associação Nacional de Entidades Adventistas do Sétimo Dia)

Thiago Crucitti, diretor-executivo da ONG Visão Mundial

Welinton Pereira da Silva, diretor de relações institucionais da ONG Visão Mundial

Daniel Bialski, primeiro vice-presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil)

Girrad Mahmoud Sammour, presidente da Anaji (Associação Nacional de Juristas Islâmicos) 

Desembargador federal do TRF 2ª Região William Douglas, na condição de pensador e escritor 

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