Aconteceu com a gente

Resolvemos aproveitar uma promoção e viajar para Gramado (RS) num feriado. Na ansiedade, fizemos check-in com duas horas de antecedência. Poderia ser exagero, mas Deus sabia de tudo.

Na apresentação dos documentos, a atendente da companhia me pede a certidão original de nosso bebê, na época com 1 ano e 9 meses. Mas original? Não serve a cópia?

Segundo novas regras da Polícia Civil, o embarque com menor e acompanhado pelos pais  somente deve ser liberado com documentos originais. E agora? Eu tinha pouco mais de uma hora para ir até Jardim América, Cariacica (ES), procurar a certidão e voltar.

Assim começa minha aventura ao volante. Peguei um táxi, fui até Maruípe, onde estava meu carro, e depois acelerei a mil para casa. No caminho só pedia a Deus para encontrar o papel que eu não me lembrava onde estava.

O voo estava marcado para as 7h13 de um domingo (ainda bem), e às 7h eu achei a certidão original. Meu pai esperava no carro e, como um piloto de fuga, parti rumo ao aeroporto, com um misto de desespero, alívio, adrenalina e preocupação.

Na calçada do embarque me esperavam meu marido com o bebê no colo e a atendente da companhia aérea com as passagens na mão. Eram 7h13. Já haviam anunciado nossos nomes como a “última chamada”.

Dentro do avião, todos nos olhavam com reprovação, pensando: “Esse pessoal deveria sair mais cedo de casa!!”. Sentamo-nos e então agradeci a Deus.

Valeu a lição. Nunca mais esquecemos os documentos originais.


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