Exposição com peças resgatadas do Museu Nacional

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Trabalho de arqueologia nos escombros do prédio incendiado recuperou 103 peças. A exposição vai até 29 de abril.

Mais de 100 obras resgatadas dos escombros do Museu Nacional estão sendo exibidas ao público no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro desde o dia 27. A exposição poderá ser conferida pelo público até o dia 29 de abril.

O Paço de São Cristóvão, antigo palácio imperial, que funcionava como prédio principal do Museu Nacional, pegou fogo no dia 2 de setembro do ano passado. O incêndio fez com que o teto e os andares internos do palácio desabassem e causou grande destruição no acervo de 20 milhões de peças. O museu já completou 200 anos.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner disse que o que está sendo exposto no CCBB é uma pequena parte do que já foi possível recuperar após o incêndio. “A exposição não é o fruto total do que a gente conseguiu resgatar, mas uma pequena parcela do tesouro do Museu Nacional. E essa pequena parcela não representa nada perante o enorme potencial que ainda temos para resgatar”, disse Kellner.

Com um total de 180 peças, a exposição tem 103 que foram retiradas do palácio após o incêndio. As 73 peças restantes são fruto de uma seleção que tentou identificar objetos simbólicos para o museu e outros que dialoguem com os afetados pelo incêndio.

Já os objetos resgatados foram avaliados segundo sua estabilidade e possibilidade de comunicação com o público. Objetos desestabilizados estão além da fragilidade, explica Claudia, pois podem desmanchar ao menor toque.

Exposição

A exposição foi organizada a partir de um convite do CCBB do Rio de Janeiro, que custeou os R$ 230 mil necessários para que ela fosse realizada. O gerente-geral do CCBB-RJ, Marcelo Fernandes, disse que o incêndio impactou todos os profissionais da área cultural do país, e sua equipe buscou uma forma de ajudar.

“A gente entendeu que, entre todas as perdas que o museu teve, uma delas foi a do teto. E que a gente poderia contribuir nessa questão oferecendo nosso espaço para receber o resultado desse trabalho tão cuidadoso e tão carinhoso. O Museu Nacional vive, e, com muita honra, nesse momento ele vive aqui no CCBB”.

Danos

A exposição faz questão de descrever ao público os danos causados nas peças expostas e mostrar o trabalho de resgate que vem sendo conduzido nos últimos cinco meses.

“Nós queremos que as pessoas se lembrem da tragédia que acometeu o Museu Nacional. Não é para esquecer ou modificar o passado. Ele existe e faz parte da nossa história. O que a gente precisa é aprender com ele para que tragédias como as que aconteceram com o museu nacional não se repitam jamais”, disse o diretor Alexander Kellner.

*Com informações da Agência Brasil


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