No princípio, Deus criou todas as coisas para o louvor da sua glória. De todas as coisas que Ele criou, nenhuma supera ou se compara ao ser humano.
Por Bento Adeodato
O ser humano foi criado para ser ao mesmo tempo objeto do amor de Deus e sujeito do amor ao Pai.
Antes de o primeiro homem cometer o seu primeiro pecado, tudo o que Deus criou – céus, terra, lua, sol, estrelas, animais, plantas etc., por Ele, próprio era considerado “bom”. Mas, depois de criar o homem e a mulher, Deus viu que tudo era “muito bom” e sujeitou toda a criação ao cuidado e à administração do homem. Era, então, o mundo perfeito, segundo está escrito no Livro de Gênesis capítulo 1, versículos 4, 10, 12, 18, 21, 25, 28 e 31.
Se o primeiro casal de humanos não tivesse cometido o pecado da desobediência a Deus, o mundo se desenvolveria como um paraíso, em que todos os homens e mulheres seriam irmãos, de sangue, e, além de todos e todas se relacionarem com o Pai, todos os homens e todas as mulheres se relacionariam, fraternalmente, entre si, com amor divino uns pelos outros, e teriam o mesmo parecer (modo de pensar) e propósito de vida (adorar e glorificar a Deus, obedecendo a Ele como filhos amados e filhas amadas, conforme escrito no Livro bíblico de Efésios capítulo 1, versículos 11-12).
Porém, o pecado de Adão e Eva separou toda a humanidade do seu Criador, porque “os nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus”, conforme está escrito na Bíblia, em Isaías, capítulo 59, versículo 2.
Uma vez separados de Deus, homens e mulheres tiveram os seus espíritos desligados do Espírito de Deus e passaram a experimentar a “morte espiritual”, além do processo da morte física – que é desencadeado a partir da concepção, ainda no ventre da mãe. De fato, a cada dia que passa, após a concepção, aproxima-se o ser vivo do momento de sua morte física – quando sua vida corporal é extinta.
Como mortos espirituais, totalmente desligados do Criador, homens e mulheres crescem em número sobre a face da terra e “evoluem” no intento de satisfazerem aos seus próprios desejos e, não mais, de atender à vontade de Deus. E isto é fazer o que é mau aos olhos do Senhor, conforme escrito na Carta bíblica 1 João capítulo 2, versículo 16.
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Decisões que transformam o Ano Novo - Podemos atravessar muitos “anos novos” e permanecer da mesma forma: ressentimentos, culpas, padrões familiares repetidos, espiritualidade sem profundidade Esta “evolução do homem e da mulher naturais” ocorre para o mal, porque, depois do pecado e da “queda do homem” no Éden, o ser humano deixou de ser considerado por Deus como “muito bom” e passou a ser considerado pelo nosso Criador como sendo, o ser humano, uma criatura “cujo coração se inclina para o mal, desde a sua meninice (infância)”. Esta descrição do ser humano que está na Bíblia, no Antigo Testamento, Livro de Gênesis, capítulo 8, versículo 21, é reforçada pela declaração do profeta Jeremias, no capítulo 17, versículo 9, do Livro bíblico de mesmo nome, o qual descreve o coração humano como “enganoso e perverso, mais do que todas as coisas, somente Deus esquadrinha os corações e prova os pensamentos…”. Para confirmar esta interpretação extraída das Escrituras, no Antigo Testamento, vemos que, no Novo Testamento, no evangelho escrito por Mateus, capitulo 15, versículos 2, 17, 18 e 19, Jesus responde aos anciãos que criticavam os seus discípulos “por não lavarem as mãos, quando comem o pão” e, assim disse o Mestre: “…tudo o que entra pela boca… é lançado fora… Mas o que sai da boca procede do coração e isso contamina o homem… Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias…”.
É neste contexto que nasce e se desenvolve a “política”, como atividade de relacionamento entre seres humanos, visando a definir quem dentre estes vai ocupar o lugar de comando, de destaque e de liderança dentro das comunidades humanas.
Pela cronologia bíblica, a política surgiu entre seres humanos pecadores e maus e não entre aqueles humanos originariamente criados por Deus – os quais não eram maus, mas eram, filhos do Deus vivo e eram “muito bons”, porque foram criados à “imagem e semelhança do Pai.” Por isso, na sua origem, a política, como atividade desenvolvida pelo humano pecador, desligado de Deus, é má, corrupta, excludente, opressora, dominadora e rebelde aos Princípios de Deus. Originariamente, a política é atividade que mexe com a sede de poder do político sobre outras pessoas, atiça a vaidade humana e não se submete à soberania de Deus. O político pensa que ele se basta, a si mesmo. Em última instância, o ímpio na política, assim como na medicina, no magistério, na magistratura e em outras atividades humanas, tende a achar que “é deus” – e muitos, assim se comportam, “acima de tudo e acima de todos”.
Uma civilização mencionada na Bíblia e que, segundo relatos históricos, teve uma forte organização política foi a dos Assírios.
Bento Adeodato Porto é Procurador Federal da AGU Aposentado


