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quinta-feira, 16 julho, 2020

A menina, a revista e o smartphone

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Uma reflexão sobre engajar a geração alfa com a Palavra de Deus

No momento em que vou redigir este artigo, estou no Sul, a poucas horas do início de mais um Seminário de Ciências Bíblicas da SBB. Ainda buscando o que abordar nestas linhas, uma cena inusitada arrebata minha atenção. No saguão do hotel, uma menininha de seus três ou quatro anos aproxima-se de uma mesa com alguns livros, jornais e revistas. Meus instintos de editor imediatamente se aguçam. O que a menininha vai fazer?

Ela olha tudo por um instante. Estende a mãozinha para uma revista. Acaba pegando outra. E aí vem a surpresa: em vez de sair folhando a publicação, aquele toquinho de gente observa a capa e, mexendo o polegar e o indicador, tenta ampliar a foto de um gato. Sem sucesso, larga a revista e vai ao encontro da mãe, ou melhor, do smartphone da mãe, passando a manuseá-lo com a destreza de quem já nasceu com um celular ou tablet no berço. Aquela menininha é parte da primeira geração 100% digital – a geração alfa.

Minha geração é a X, das pessoas nascidas entre 1965 e 1979. O computador entrou em minha vida na década de 80 e, desde lá, tanto por afinidade com a tecnologia quanto por dever de ofício, tento manter-me atualizado e conectado. Ainda assim, não passo de um migrante digital, fato mais do que provado pelo espanto que me causou a cena da menina, da revista e do smartphone.

A era digital tem trazido abundantes oportunidades para a difusão da Bíblia, rompendo fronteiras etárias e geográficas

Como a geração alfa – nascida de 2010 para cá – percebe o mundo? Como eles aprendem? Que tipo de plataforma seria a mais adequada para captar a atenção deles e permitir que desenvolvam suas potencialidades? Como cristão, pergunto-me também sobre a relação entre a Bíblia e os alfas. Como engajá-los de maneira significativa com a Bíblia? Em meio a tantas questões inquietantes e inescapáveis, a Bíblia me tranquiliza e me inspira a algumas ações práticas.

Primeiro, “a Palavra do nosso Deus permanece para sempre” (Isaías 40.8b). A era digital tem trazido abundantes oportunidades para a difusão da Bíblia, rompendo fronteiras etárias e geográficas. A transmissão da Bíblia começa na oralidade, passando pelo registro em pedra, papiro, pergaminho, vitrais e papel. Em nossos dias, a Bíblia de sempre é semeada por meios relativamente novos como bits, bites, ondas sonoras e pixels, que os alfas navegam com desenvoltura similar à nossa quando folhávamos livros em nossa infância.

Segundo, Deuteronômio 6.4-9 não impõe balizas temporais nem metodológicas à educação dos filhos. O esquema é simples: os pais ensinam a Palavra aos filhos de todas as maneiras possíveis e em todas as ocasiões. Se “da boca de pequeninos Deus tira perfeito louvor” (Mateus 21.16), os pais e mestres e pastores dos alfas aprenderão com eles maneiras de compartilhar valores e ensinamentos bíblicos com estes nativos digitais, mesmo que tenham de, humildemente, avaliar e reinventar seus métodos de ensinar e aprender.

Por fim, lembremos que Jesus “tomou as crianças nos braços e, impondo-lhes as mãos, as abençoou” (Mc 10.16). O abençoar – um ato “digital” – vem junto com o abraçar e o impor as mãos – gestos “analógicos”. Aprendamos disso que Jesus – “a Palavra que andou entre nós” (João 1.14) – nos atendeu em nossa inteireza, como seres que têm dimensões e necessidades físicas, espirituais e emocionais. Os alfas, no final das contas, também são assim e para eles também é a Palavra que dá sentido à vida. Seja por meio digital ou qualquer outro, a Palavra precisa chegar àquela menininha que preferiu o smartphone à revista. A Palavra é para todos.

Paulo Roberto Teixeira é secretário de Tradução e Publicações da Sociedade Bíblica do Brasil


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