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domingo, 25 outubro 2020

A igreja e a questão homossexual

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A igreja evangélica, na sua maioria, tem sim, princípios bíblicos que norteiam suas decisões éticas

Por Gilson Bifano

Há alguns dias, um líder, bem conhecido no meio evangélico, ficou na berlinda ao afirmar nas redes sociais que a igreja não é lugar de homossexuais.

A polêmica começou com uma pergunta de um seguidor desse líder no Twitter. O seguidor perguntou: “Dois rapazes que são membros da igreja estão namorando. Você os expulsa?”.
O líder prontamente respondeu: “A igreja tem um princípio bíblico. E a prática homossexual é considerada pecado. Eles podem ir para um clube. Mas, na igreja, não dá. A igreja é lugar de quem quer viver princípios bíblicos. Não é sobre expulsar. É sobre entender o lugar de cada um”, respondeu.

Após a repercussão nada positiva, o post foi apagado. O líder, que prefiro não citar o nome por se tratar de um colega de ministério, foi infeliz (como podemos ser ao fazer uma afirmação ou postar algo nas redes sociais), na segunda parte da resposta.

A igreja evangélica, na sua maioria, tem sim, princípios bíblicos que norteiam suas decisões éticas. Os evangélicos, de acordo com o entendimento das Sagradas Escrituras, entendem sim que a homossexualidade não está no plano de Deus para homens e mulheres (Rm 1.21-27).

Agora, dai sugerir, embora negue que tenha dado a sugestão de expulsar, que vá para um outro lugar, ele se equivocou sim. Infelizmente.

A linha que divide a condenação à homossexualidade é tênue para o dever da igreja em acolher os pecadores. Não somente aqueles que vivenciam a homossexualidade, mas também os fofoqueiros, os viciados em pornografia, os mentirosos, os fraudadores e tantos outros pecados condenados na Bíblia.

A igreja deve acolher o pecador, mas deve deixar claro que a Bíblia condena seus pecados. Seja a homossexualidade, a maledicência, a mentira, a fraude, a compulsão e tantos outros.

Ela, a igreja, deve sim acolher a todos e ajudar a todos também, através do discipulado, a viver o ideal, os ensinamentos de Jesus, dos apóstolos seja no campo da sexualidade, das finanças, dos relacionamentos interpessoais.

Jesus, nosso exemplo maior, ao proferir uma palavra à mulher surpreendida em adultério, disse: “vai-te, e não peques mais” (Jo 8.11). Ele não apoiou o apedrejamento, que estava contido na lei judaica (Lv 20.10), mas disse a ela para não praticar mais aquele pecado.
Essa deve ser a postura da igreja de Cristo.

O apóstolo Paulo lidou com situações parecidas na igreja de Corinto. Basta ler com atenção 1 Coríntios 6.9-11.

A igreja deve sim ensinar o plano de Deus para a sexualidade humana. Embora Jesus nunca tenha falado diretamente sobre a questão homossexual, ele lembrou que o ideal de Deus na criação, da qual Ele também participou (Jo 1.1,2) que a relação sexual deve ser heterossexual, entre um homem e uma mulher, no contexto do casamento (Mt 19.4; Gn2.21-25).

A igreja deve também exortar, em amor, a todos a viverem os princípios bíblicos, inclusive na área da sexualidade. O apóstolo Paulo deu o exemplo nesse sentido (Rm 1.21-27; 1 Ts 4.1-5).

A igreja precisa também entender que há uma distinção em ser homossexual e ter a tendência homossexual. Ser homossexual é viver na prática a homossexualidade. Ter a tendência homossexual é saber que a tentação de vivenciar a prática é real, mas por amor a Cristo e o desejo de fazer a vontade de Deus é maior e então, com ajuda do Espírito Santo, a cada dia se vence esse desejo carnal e vive-se a vontade Deus.

Que Deus ilumine os líderes cristãos e a igreja de Jesus Cristo, nesses dias, para saber lidar com esse assunto com o coração de Cristo e tendo como diapasão a Bíblia, a Palavra de Deus.

Gilson Bifano é Diretor do Ministério OIKOS – Ministério Cristão de Apoio à Família. Palestrante e escritor na área de famílias. Instagram: @gilsonbifano

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