31.9 C
Vitória
domingo, 24 outubro 2021

A cura pelo perdão

“Aquele que não consegue perdoar os outros destrói a ponte por onde irá passar”

Por Marlon Max

Um dos grandes ensinamentos bíblicos trata sobre o poder do perdão. O próprio Cristo falou diversas vezes sobre isso, e em algumas situações, Ele mesmo liberou perdão para aqueles que o feriram. Contudo, sabemos que perdoar não é uma tarefa fácil, pois há sempre algo que impede que nosso coração seja proativo nesse sentido. Mas você sabia que perdoar pavimentar o caminho para cura?

É o que afirma o pastor Ed René Kivitz. Segundo o pastor, o perdão é como um remédio para corações feridos, bálsamo para almas amarguradas e a solução definitiva para uma vida marcada de rancor. “Não guarde rancor e não pratique a vingança, pois você e seu próximo são a mesma pessoa, é o que defende os Rabinos”, explica.

A percepção de que somos iguais, ou nas palavras de Kivitz, somos a mesma pessoa, gera o entendimento de que aquele que nos feriu tem a mesma essência que a nossa, e a vingança ou o rancor acaba contaminando a nós próprios antes de ser despejado no outro. “A premissa é simples: a capacidade que o outro tem de me causar dano, é a mesma que eu tenho de machucar outras pessoas também”, diz.

Ed_René-Kivitz
Foto: Daniel Peterlevitz/Arquivo

O pastor narra a história de José que foi traído e vendido pelos próprios irmãos mas, com o tempo ascendeu ao poder e nesse momento poderia vingar toda maldade que foi feita contra ele. Mas ele escolhe o contrário, explica Ed René Kivitz. “Nós gostamos de chamar de vingança, aquilo que na verdade é vingança. Ninguém gosta de dar o nome certo ao que o coração amargurado quer fazer”, esclarece.

Segundo Kivitz, José não se vingou para não se nivelar ao que fizeram mal a ele. José sabia que qualquer busca por “justiça”, resultaria em um rebaixamento da condição dele. “O pior mal que pode acontecer com uma pessoa que foi ferida por alguém mau, é se tornar igualmente mau”.

Entre praticar a vingança e ter uma família, José escolheu ter uma família, esclarece Kivitz. José foi curado pelo perdão e alcançou um estado de espírito muito superior ao que os irmãos tinham. De acordo com o pastor, o legado de José, entre outras coisas, foi justamente aquele que uniu a família que havia o traído. “Entre a vingança e as pessoas, escolha as pessoas”.

“Perdoar é um gesto unilateral. A gente perdoa sem esperar perdão, pois quando não perdoamos somos como um pássaro na gaiola. Aqueles que nos feriram já nem se lembram da dor que nos causaram, mas nós ficamos paralisados até que a gente libere o perdão. O perdão é o caminho da cura”, conclui.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se