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A ciência se rende à fé

7 min de leitura

Diversos estudos têm comprovado cientificamente os benefícios que a crença em Deus traz para a saúde física e mental do ser humano

Por Cristiano Stefenoni

O que Galileu Galilei, Isaac Newton e Albert Einstein tinham em comum? Além de gênios, eles acreditavam em Deus. E a mesma ciência que comprovou a veracidade de suas teorias é a que comprova a importância da fé na vida humana.

A tecnologia, que para muitos ateus seria a ferramenta ideal para deixar a religião no campo do misticismo, tem funcionado exatamente ao contrário, dando provas contundentes de que vale a pena crer no Criador.

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Um desses defensores é o médico Denis Birman, que é neurologista do Hospital Adventista de Manaus. Seus vídeos nas redes sociais em que prova, por meio de exames clínicos, a influência da fé no cérebro, têm rendido milhares de visualizações. Ele conta que fez testes em pacientes que passavam pelo exame de ressonância magnética funcional.

Cada vez que algo era apresentado ao paciente ou solicitada alguma ação, o seu cérebro apresentava reações. Mas, de acordo com o médico, nada provocava uma reação tão poderosa quanto a do momento em que a pessoa começava a orar.

“Estudos mostram que, quando nós começamos a praticar mais a oração, temos um aumento de massa encefálica, comprovada pela ressonância magnética” – Denis Birman, neurologista

“Não existe nada que aumente mais o fluxo sanguíneo no lóbulo pré-frontal – que é o da decisão – do que a oração. Após começar a orar, essa parte aumenta em 7ml por minuto a quantidade de sangue. A descarga dopaminérgica é tão grande quanto a do amor, só que também libera vasopressina, norepinefrina e cortisol, porque a oração não te relaxa como a meditação: ela estimula o teu cérebro, faz uma conexão que parece que não existia”, explica o Dr. Birman em um dos seus vídeos.

O médico chama o córtex pré-frontal de o “ponto de Deus no cérebro”, pois essa região é a responsável não apenas pelas nossas tomadas de decisão, como também se encontram ali emoções e impulsos para atitudes fundamentais para a vida do cristão, como a gratidão, a empatia, a socialização e a fé.

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“Estudos mostram que, quando nós começamos a praticar mais a oração, não melhoramos só o nosso poder de decisão e a nossa empatia. Nós temos um aumento de massa encefálica, comprovada pela ressonância magnética. Então, tanto a fé quanto a religião são unânimes: a oração faz muito bem para o cérebro”, afirma o neurologista.

O São Paulo Medical Journal, da Associação Paulista de Medicina, chegou a publicar uma pesquisa onde mostra como a oração ajuda na recuperação de pacientes com câncer.

Pesquisas ao redor do mundo comprovam eficácia da fé

Não são apenas os estudos no Brasil que têm comprovado a eficácia da fé na vida humana. Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, revelou que a prática da fé pode aumentar o tempo de vida de um fiel entre sete e 14 anos a mais do que aqueles que não têm esse hábito. Esse mesmo estudo revelou que a oração afeta diretamente a parte orgânica do ser humano e ajuda a combater uma série de doenças.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já emitiu nota em que atesta a importância da fé para a saúde física, mental e biológica. Ela pode diminuir os riscos de diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias, infartos, insuficiência renal e acidente vascular cerebral.

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Casos de milagres na medicina

O Dr. Fernando Lemos, cirurgião especialista em problemas do intestino, é outro profissional conhecido não apenas por sua competência profissional, como também por seus vídeos relatando casos relacionados a fé em pacientes do mundo todo que ele atende.
“Contra fatos não há argumentos. Eu acredito em milagres porque já tive casos de milagres com pacientes meus, algo que não pude explicar. E quando realmente acontece, pode fazer o exame, que estará comprovado lá”, afirma o médico.

“Contra fatos não há argumentos. Eu acredito em milagres porque já tive casos de milagres com pacientes meus, algo que não pude explicar” – Fernando Lemos, cirurgião

Em uma de suas redes sociais ele conta o caso de uma paciente que tinha um câncer do lado direito do intestino e estava com a cirurgia marcada. Foi quando ela disse para a equipe médica que, após ter recebido uma oração, estava curada e o procedimento não seria mais necessário.

Claro, logo um novo exame foi feito. “E o câncer não estava lá. Qual explicação eu tenho sobre isso? Não existe. Milagres não têm explicação, a gente apenas aceita”, conta Lemos. Outro fato marcante foi o de um paciente que tinha um pólipo grande e também foi curado.

O doutor revela que há vários casos semelhantes, todos com comprovação por meio de exames, em que milagres aconteceram, inclusive, de pessoas que chegaram a vir a óbito e retornaram à vida. “Tivemos caso de paciente que estava para receber atestado de óbito e acordou. Foi tentada a reanimação por 40 minutos, estava com as pupilas bem dilatadas, morto, e acabou retornando. Tem explicação? Não tem!”, finaliza.

Cientistas famosos que criam em Deus

Nicolau Copérnico (1473-1543)
Copérnico foi o astrônomo polonês que propôs, matematicamente baseado, o primeiro sistema de planetas ao redor do Sol. Ele se referia às vezes a Deus em suas obras, e não via seu sistema como em conflito com a Bíblia.

Johannes Kepler (1571-1630)
Kepler foi um brilhante matemático e astrônomo. Ele primeiramente trabalhou com a luz, e estabeleceu as leis do movimento planetário em torno do Sol. Kepler era um luterano extremamente sincero e piedoso, cujas obras sobre Astronomia continham escritos acerca de como o espaço e os corpos celestiais representam a Trindade.

Galileu Galilei (1564-1642)
Galileu é frequentemente lembrado por seu conflito com a Igreja Católica Romana. Sua obra controversa sobre o sistema solar foi publicada em 1663. Galileu disse expressamente que a Bíblia não podia errar. Ele viu seu sistema relacionado ao assunto de como a Palavra de Deus deve ser interpretada.

René Descartes (1596-1650)
Descartes foi um matemático, cientista e filósofo francês, que tem sido chamado de “pai da Filosofia moderna”. Autor do famoso “Penso, logo existo”, ele se esforçou para estabelecer a mais próxima certeza da existência de Deus.

Isaac Newton (1642-1727)
Na Ótica, Mecânica e Matemática, Newton foi um gênio. Em toda a sua ciência (incluindo a Química), ele viu a Matemática e os números como centrais. Ele foi devotamente religioso e considerava os números como envolvidos no entendimento do plano de Deus, na Bíblia, para a história.

Robert Boyle (1791-1867)
Boyle deu seu nome à “Lei de Boyle” para os gases, e também escreveu uma obra importante sobre Química. Protestante devoto, Boyle teve um interesse especial na promoção da religião cristã no exterior, dando dinheiro para traduzir e publicar o Novo Testamento para os idiomas irlandês e turco.

Michael Faraday (1791-1867)
Sua obra sobre eletricidade e magnetismo não somente revolucionou a Física, mas conduziu a muitas coisas que fazem parte do nosso estilo de vida hoje, as quais dependem dessas energias (incluindo computadores, linhas de telefone e web sites). Faraday foi um cristão devoto, o que significativamente o influenciou e fortemente afetou a maneira pela qual ele se aproximou e interpretou a natureza.

Gregor Mendel (1822-1884)
Mendel foi o primeiro a lançar os fundamentos matemáticos da Genética, o qual veio a ser chamado “Mendelianismo”. Ele começou sua pesquisa em 1856 (três anos antes de Darwin publicar A Origens das Espécies) no jardim do monastério onde ele era um dos monges. Mendel foi eleito abade de seu Monastério em 1868.

Max Planck (1858-1947)
Planck fez muitas contribuições para a Física e é conhecido como o “pai” da Física Quântica, a qual tem revolucionado nosso entendimento dos mundos atômicos e subatômicos. Laureado com o Nobel em 1918, expressou a visão de que Deus está presente em todos os lugares. Plank realizou a palestra “Religião e Ciência Natural”.

Albert Einstein (1879-1955)
Einstein é provavelmente o cientista mais conhecido e mais altamente reverenciado do século XX, e tem seu nome associado às maiores revoluções em nosso pensamento sobre tempo, espaço, gravidade e a conversão de matéria em energia (E=mc2). O famoso epíteto de Einstein sobre o “princípio da incerteza” era que “Deus não joga dados” – e para ele esta foi uma real declaração sobre um Deus em quem ele cria. Uma das suas afirmações famosas é: “Ciência sem religião é coxa, religião sem ciência é cega”.

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