‘A poesia é a linguagem da imaginação’, diz Jorge Camargo. Assista ao bate-papo com o compositor e relembre suas canções poéticas e históricas
Por Carolina Leão
Jorge Camargo é autor de mais de 250 composições cristãs. Referenciado pela arte e poesia que sua música carrega, ele começou a compor entre os 14 e 15 anos de idade, recorrendo aos textos da Bíblia para construir suas letras. “Eu costumo dizer que o meu primeiro parceiro musical foi o João Ferreira de Almeida, que foi o primeiro tradutor da Bíblia para o português”, disse em tom de humor, mas destacando sua principal referência e inspiração.
História
Durante a entrevista à Comunhão, ele tocou ao vivo algumas de suas músicas mais conhecidas, como as congregacionais “Ajuntamento” e “Teus Altares”. Para ele, a última remete ao período em que começou a compor. “Eu comecei a frequentar a igreja na adolescência e eu fui descobrindo essa coisa da música, o dom para escrever canções. Essa canção me remete a esse período da minha vida; da adolescência, início da juventude, quando efetivamente comecei a escrever.”
A arte de compor
Além disso, Jorge Camargo também fala a respeito de suas impressões sobre a música e a arte de compor, em especial no Brasil. “Eu sou brasileiro, a gente vive em um país que talvez seja único em termos de diversidade cultural. Você tem todo tipo de ritmo, são dezenas e dezenas de ritmos. Você tem uma quantidade enorme de artistas, de gente produzindo. Eu diria que nenhum país no mundo tem tanta diversidade como nós temos. Para a gente que é artista, independentemente da nossa fé, isso traz uma responsabilidade, porque nós temos que fazer jus a essa diversidade, que tem a ver com o diálogo, por exemplo, entre música e literatura, que no Brasil é único”.
O papel da poesia na música
Uma das marcas registradas de Jorge Camargo é a essência poética que imprime em suas produções musicais .
“A poesia é a linguagem da imaginação. Quando você escreve uma canção lançando mão de recursos poéticos, ela se comunica com as pessoas pelo viés da imaginação. Eu acho que isso tem uma perenidade que uma música que não está preocupada com isso não tem para oferecer. Então, a música que a gente faz tem que ter poesia e uma poesia que nos convide a imaginar”.
Partindo desses princípios, ele também compartilha seus projetos atuais e vindouros. Assista!

