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sábado, 19 junho 2021

Mais de 950 mil enfrentam fome severa em Moçambique

Pesquisa recente do Programa Mundial de Alimento (PMA), quase 21% das crianças deslocadas com menos de 5 anos e 18% das crianças nas comunidades de acolhimento estão abaixo do peso

Marlon Max

Se agrava a situação de milhares de pessoas em situação de risco ou vulnerabilidade em Moçambique. O conflito entre tropas do governo e extremistas agravou a insegurança alimentar no norte do país, onde mais de 950 mil pessoas passam fome severa.

O Programa Mundial de Alimento (PMA) aumentou sua resposta e deve apoiar 750 mil deslocados internos e membros das comunidades de acolhimento em Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia.

Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU), a crise na província de Cabo Delgado, em Moçambique, está se agravando, à medida que milhares de pessoas fogem da violência. Os ataques de 24 de março, na cidade de Palma, afetaram 50 mil pessoas. Muitos fugiram para Pemba, a capital da província, enfrentando jornadas perigosas em mares revoltos.

O PMA diz que atua sem parar para garantir o acesso aos mais necessitados. A agência usa barcos para chegar a áreas remotas, nas ilhas costeiras vizinhas. Em comunicado, a diretora nacional do PMA no país, Antonella Daprile, disse que “as pessoas se espalharam em muitas direções diferentes desde os recentes ataques.”

Segundo ela, “os sobreviventes ficam traumatizados” ao serem obrigados a fugir somente com a roupa do corpo. Muitas famílias foram separadas. Ela contou o caso de uma jovem mãe, que caminhando com as duas filhas por três dias sem comida ou água e sem saber se a família tinha escapado com vida.

De acordo com a ONU, o PMA organiza distribuições emergenciais de alimentos para as famílias que fugiram da violência em Palma. A agência fornece biscoitos energéticos e rações alimentares com arroz, leguminosas, óleo vegetal, alimentos enlatados como sardinha e feijão, biscoitos e água.

Em resposta ao agravamento da crise, as pessoas serão incluídas no programa regular mensal de assistência alimentar, que pretende chegar a 50 mil deslocado de Palma. O PMA precisa de US$ 82 milhões para responder a crise na região e apoiar os mais vulneráveis, principalmente mulheres e crianças.

Com informações da ONU – Perspectivas Globais

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