24.9 C
Vitória
terça-feira, 21 setembro 2021

5 razões para crianças participarem do louvor

Não existe certo ou errado, cada denominação usa uma estratégia que seja mais viável e assertiva

Por Marlon Max

Cada denominação tem uma estratégia para lidar com as crianças durante os cultos. Alguns preferem que elas sejam direcionadas para uma sala própria antes mesmo do culto começar, outras após o momento de louvor e há aqueles que deixam as crianças participarem do culto junto com seus pais.

Não resta dúvida que essa não é uma questão sobre o que é certo ou errado, mas algumas ponderações devem ser feitas para se tomar essa decisão, afinal, a continuidade da igreja e do evangelho depende dessa transferência de saber de geração para geração.

A americana Tamera Kraft tem mais de 30 anos devotado ao ministério infantil através do “Revival Fire For Kids” . Para ampliar o entendimento sobre qual o lugar das crianças na igreja, ela listou 5 motivos importantes para que as crianças participem pelo menos do momento de louvor.

1. As crianças não são um incômodo

Segundo Tamera, este é um dos motivos pelos quais algumas igrejas removem as crianças dos cultos regulares. Eles querem um serviço religioso “profissional” onde os adultos possam desfrutar do culto sem serem interrompidos por crianças barulhentas. “Parece bom, mas o livro de Atos nunca fala em ter um serviço profissional. A Bíblia também não fala sobre como atender às nossas necessidades durante a igreja. Mas fala sobre não colocar as crianças de lado. Em Mateus 19:14, Jesus diz: deixai que as criancinhas venham a mim, e não os impeçais, porque o reino dos céus pertence a esses.”

tamera
Tamera Kraft fundou o Revival Fire Kids Ministry em 2007 em sua cidade em Ohio. Ela foi pastora de crianças por mais de 20 anos em duas igrejas diferentes, e muitas das crianças que ela ministrou cresceram e foram para o ministério de tempo integral.

2. As crianças fazem parte do corpo de Cristo

Em nenhum lugar a Bíblia diz que as crianças são um corpo separado, afirma a ministra Kraft. De acordo com ela, crianças são uma parte importante da igreja e portanto, nem sempre devemos excluí-los quando os crentes se encontram.

“Durante a Festa dos Tabernáculos, todo o Israel veio perante o Senhor para ouvir a leitura da Lei. Assim, as crianças ouviram e aprenderam a temer ao Senhor. Na carta de Paulo aos Efésios (6: 1-3), ele dá instruções diretamente aos filhos para obedecerem aos pais. Ele os considera parte da igreja para a qual está escrevendo”, destaca.

3. As crianças precisam de exemplos piedosos de como adorar

Esse é um dos motivos mais plausíveis. Como sabemos, as crianças aprendem por imitação. Para Tamera, “se as crianças nunca virem os adultos no culto principal de adoração, elas não saberão como adorar ou o que se espera delas”. Ou seja, haveria uma ruptura na forma de se relacionar com Deus por meio do louvor.

4. As crianças precisam sentir que pertencem à comunidade da igreja

Frequentar uma salinha própria para crianças já garante, em certa medida, um grau de pertencimento. Entretanto, a líder do ministério Revival Fire For Kids, acredita que os pequenos precisam estar em contato com as pessoas no salão principal. “Se as crianças estão sempre separadas do corpo de Cristo, elas nunca se sentirão parte da comunidade de fé. E os membros mais velhos da igreja nunca conhecerão as crianças e serão um exemplo para elas, a menos que trabalhem no ministério infantil”, argumenta Kraft.

5. As crianças que não se sentem parte da igreja irão embora quando ficarem mais velhas

No quinto e último motivo, Tamera apresenta uma hipótese de distanciamento e inadequação cultural. De acordo com ela, se a criança cresce sem conhecer o culto principal, na idade de fazer a transferência ela poderá se sentir perdida.

“Imagine o choque cultural de uma criança que esteve na igreja durante toda a vida, mas nunca esteve no culto principal. Ela jogou na escola dominical, cantou canções e ouviu todas as mensagens ou histórias da Bíblia ilustradas e de repente, faz 10 ou 12 anos e então ela se forma na “grande” igreja. A música é estranha. Não há jogos, esquetes ou ilustrações presentes. Alguém que ela nunca conheceu prega por muito tempo. Ela não conhece ninguém sentado nos bancos ao seu redor. E não há doces ou prêmios, dificilmente ela se sentirá bem”, explica.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se