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quinta-feira, 20 junho 2024

40% dos evangélicos rejeitam Lula, mas há melhora

O encontro do presidente Lula com a liderança evangélica deve acontecer após a Páscoa. Foto: Ricardo Stuckert

Os números divulgados na tarde desta terça-feira (23), pela Confederação Nacional dos Transportes, mostra que petista, aos poucos, começa a furar bolha evangélica

Por Cristiano Stefenoni

Parece que as iniciativas do governo federal em tentar se aproximar da classe evangélica começou a surtir um pequeno efeito, mas ainda não o suficiente. Para 40% dos evangélicos, a gestão do presidente Lula é pior do que a de Bolsonaro. Por outro lado, 33% acham que é melhor, uma leve alta de alta de 2,2 pontos percentuais, dentro da margem de erro, e 24% acham parecidos. Os números foram divulgados na tarde desta terça-feira (23), pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em pesquisa realizada pelo Instituto MDA.

Na última pesquisa CNT, em outubro de 2023, o número de evangélicos que afirmavam que o governo Lula era pior que o anterior era de 42%. Os maiores percentuais de avaliação negativa aparecem entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos (38%) e têm ensino superior (36%).

Pelo lado dos católicos, os números se invertem. Para 54% deles a atual gestão de Lula é melhor do que a de Bolsonaro, enquanto que 25% acham o contrário e 20% não veem diferença entre ambos.

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De um modo geral, a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste início do 2º ano de seu 3º mandato foi bem avaliado por 55,2% dos brasileiros. O percentual oscilou 0,3 p.p. para cima desde outubro de 2023. Veja mais detalhes da pesquisa clicando aqui.

“O presidente Lula encerra seu primeiro ano de governo com avaliação positiva e mantendo índices favoráveis de avaliação de sua gestão, em especial na economia, saúde, educação e benefícios aos mais pobres. O crescimento da geração de emprego e a queda da inflação projetam um cenário mais positivo para 2024. Para avançar na popularidade, contudo, o governo precisará se conectar mais com evangélicos e com o público de maior renda e escolaridade”, avaliou Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte, em nota.

Alta se deve a falta de discernimento, diz articulista

Para o empresário cristão e teólogo, Fábio Hertel, que é articulista de Comunhão, a métrica utilizada pela pesquisa estaria equivocada. Ele acredita que a questão em si, não é se evangélico gosta ou não de Lula ou Bolsonaro, mas sim, deveria avaliar e criticar se os governantes estão gerindo o país alinhados aos princípios cristãos.

“Se é Bolsonaro, Lula, A ou B, para mim não importa. O que realmente importante é o tipo de política que está sendo aplicada, de forma visível e invisível”, acredita.

Segundo Hertel, essa ligeira alta na aprovação dos evangélicos em relação ao Lula se deve exatamente a essa falta de habilidade, de percepção e de discernimento para poder avaliar o que é visível e o que é invisível. Ele compara a situação a uma obra de infraestrutura.

“Se você ver só o asfalto que está por cima e funcionando, poderia avaliar o governo que fez essa obra em 100%. Mas daqui a pouco, o asfalto está esburacado, não tem manutenção, sinalização precária, começa a dar problema. O governo Lula, na minha opinião, é só um asfalto recém-inaugurado. Estão deixando de perceber que há consequências para o futuro e que há coisas subterrâneas que precisam ser avaliadas também”, justifica.

Na opinião do empresário, a avaliação do governo Lula poderia ser melhor se ele não defendesse pautas que são muito sensíveis ao público evangélico, como por exemplo, a descriminalização do aborto.

“Por um lado, seria ótimo ter um governo que dá assistência médica às mulheres. Por outro lado, se essa assistência é para mulheres que abortam crianças, isso já seria contra os valores dos evangélicos. Então, está aí uma situação que representa, bem, essa camuflagem e dificuldade que os evangélicos teriam de fazer a avaliação do governo do Lula”, afirma.

Fabio Hertel
“Como todo governo que quer implementar suas ideologias, acaba se ancorando no aspecto da comunicação do marketing”, alerta Fábio Hertel. Foto: Divulgação

Cortina de fumaça

Para Hertel, o governo Lula continuará utilizando de “artifícios” para conseguir ampliar a base de apoio entre os evangélicos. “Como todo governo que quer implementar suas filosofias, teorias, ideologias e seu plano de governo, acaba se ancorando no aspecto da comunicação do marketing. Lança campanhas, projetos comerciais, propagandas, paga influenciadores. Então, o povo acaba caindo nessa armadilha”, conclui.

A pesquisa da CNT realizou 2.002 entrevistas presenciais em todo o país, de 18 a 21 de janeiro 2024, de forma proporcional ao eleitorado do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

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