Adiada mudança de embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém

Donald Trump anunciou oficialmente que está adiando a decisão como parte de seu plano de paz para o Oriente Médio

Durante sua campanha presidencial, Donald Trump, prometeu mais de uma vez mudar a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém.

Em sua primeira viagem oficial como presidente, mês passado, Trump esteve no Muro das Lamentações, onde fez uma oração. Acreditava-se que ele faria o anúncio, mas ele protelou.

Nesta quinta-feira (1), ele anunciou oficialmente que está adiando a decisão como parte de seu plano de paz para o Oriente Médio. Vários países islâmicos disseram que tal anúncio equivaleria a uma declaração de guerra.

Quase todos os países que mantém relações diplomáticas com Israel possuem embaixadas em Tel Aviv, pois recusam-se a reconhecer Jerusalém como a capital do Estado judeu, preferindo seguir as declarações da ONU que se trata de “território internacional”.

Esse status não é dado a nenhuma outra cidade do mundo e na verdade é uma estratégia dos palestinos que também desejam estabelecer a capital de seu futuro estado em Jerusalém Oriental.

A Casa Branca frustrou as expectativas dos apoiadores de Israel com uma nota oficial lida pelo porta-voz Sean Spicer. Ele contemporizou, afirmando que “A questão não é se essa mudança irá acontecer, mas quando.” Ao mesmo tempo, negou que essa desistência temporária seja um recuo do “forte apoio a Israel” do presidente Trump.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou ter ficado “desapontado” com o anúncio. Porém, lembrou a “amizade” de Trump com Israel e disse acreditar no “compromisso” do presidente com a mudança da embaixada no futuro.