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sábado, 28 maio 2022

2022 será transbordante para o cinema cristão, afirma Ygor Siqueira

Foto: Divulgação

Ele adianta que um dos lançamentos para o próximo ano é a animação “Rainha Ester”, que é baseada no livro da escritora Julia Malucelli

 

Este ano, dois grandes lançamentos chegaram às salas de cinema, no Brasil: “Deus Não Está Morto – O Próximo Capítulo” e “Mostra-me o Pai”. O primeiro é o quarto título de uma das franquias cristãs de maior sucesso, o longa trouxe de volta o ator David A. R. White ao papel do pastor Dave, como sempre, debatendo temas importantes, como a liberdade religiosa. Já o segundo, é um documentário dirigido pelos irmãos Kendrick, responsáveis por grandes sucessos como “Quarto de Guerra”, “Corajosos” e “Mais que Vencedores”.

Em meio a esses dois projetos de sucesso, o empresário Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp, faz um balanço do mercado cinematográfico em 2021. Mesmo diante ainda do período pandêmico, ele acredita que 2022 será um ano de transbordar para a indústria, que continua mostrando sua força mesmo em tempos incertos.

2021 foi um ano de reabertura para a indústria do entretenimento, inclusive para o cinema cristão. Como você avalia o atual momento do mercado?
Foi uma retomada. Houve alguns eventos de drive-in. A maioria acabou não sendo bem-sucedida, mas 2021 foi um laboratório gigante de sobrevivência, principalmente quando se fala de cinema. Foi uma releitura do cenário, que ainda não é claro. Contudo, 2022 será um ano onde as coisas fluirão melhor, quando a maioria já está vacinada.

Nessa reabertura, tivemos a estreia de “Deus Não Está Morto – O Próximo Capítulo” nos cinemas. O que esse momento representou não só para você, mas para o mercado num todo?
Uma grande alegria. Era um filme que vinha de vários sucessos e, proporcionalmente a nível mundial, no Brasil foi o melhor lançamento. “Deus Não Está Morto – O Próximo Capítulo” ficou num padrão aceitável de números em relação à pandemia e num bom padrão de mercado, considerando os blockbusters. Sentimos que o público queria se envolver lotando salas fechadas. Foi muito positivo

Na sequência, tivemos “Mostra-me o Pai”. Como você avalia esse projeto e como foi o retorno do público?
A liderança realmente foi tocada e se envolveu nos locais onde foi exibido. A estreia dele entrou próximo do “Deus Não Está Morto – O Próximo Capítulo” e de grandes lançamentos numa data muito difícil. O filme ficou duas semanas em cartaz, mas a receptividade do público foi incrível, principalmente por ser um filme documental.

Quais foram os maiores desafios enfrentados nessa retomada?
Foi realmente a reativação do próprio movimento para ir aos cinemas. Essa reativação de cultura, que estava sendo criada e vem sendo criada há muitos anos, deu uma esfriada e a gente trabalhou para reaquecer tudo isso rapidamente. Alguns argumentos em relação à própria pandemia acabaram sendo o nosso maior desafio. Contudo, tivemos apoio para ajudar neste resgate de algo que foi tão trabalhado nos últimos oito anos desde o primeiro projeto lançado nos cinemas.

Qual sua expectativa para o mercado em 2022?
2022 é um ano de transbordar onde a gente vai produzir efetivamente projetos nacionais desde longa metragem, passando por série e chegando à animação. Então, a expectativa é entrar em outro patamar do cinema e do entretenimento cristão. A expectativa é que os cinemas voltem a ficar repletos e que as plataformas comecem a ganhar mais conteúdos cristãos.

Quais são os projetos em andamento para 2022?
Temos a animação “Rainha Ester” em desenvolvimento, que é baseada no livro da escritora Julia Malucelli. O roteiro é de Vivian de Oliveira, autora da novela bíblica “Os Dez Mandamentos”. Temos um thriller de ação do casal Daniel e Marine Friesen, que é “Código do Armagedom”. Já está em pós-produção e, também, vai ser lançado em 2022. Em abril, vamos rodar o filme “A Entrega”, com direção de Fábio Faria, coprodução de Larty Mark. A distribuição será em parceria com a Imagem Filmes. Também teremos “Os Remanescentes”, que é uma coprodução com a Sony Pictures, e “Fé Para o Impossível”, que é a maior produção com a Galeria Distribuidora, responsável pelos filmes “Papai é Pop”, com Lázaro Ramos, e “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, sobre o caso Richthofen. 2022 é um ano muito forte na linha de produção.

Deixe uma mensagem para quem ainda não se permitiu conhecer mais do cinema cristão.
Quando a gente não se permite é porque estamos travados e cegos. Que a gente possa ampliar a nossa visão e entender que Deus age de inúmeras formas possíveis, inimagináveis e questionáveis e o cinema e o entretenimento cristão são algumas dessas formas. O mercado fonográfico ganhou seu espaço e o audiovisual vem ganhando o seu. Por isso é fundamental que todos, cristãos e não cristãos, façam parte desse movimento e que possam ser transformados por cada mensagem que a gente lança por meio desses projetos. Que Deus abençoe a todos e posso declarar que 2022 vai ser um ano de transbordar.

 

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