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sábado, 31 julho 2021

2021 – Misericórdia Quero!

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A igreja de hoje está muito próxima de receber o final da profecia de Daniel: Tequel e Parsim

S e fizéssemos uma pesquisa sobre como foi para você o ano de 2020, não tenho dúvidas de que mais de 90% da população mundial diria que foi uma tragédia, em todos os sentidos. Qualquer pessoa com bom senso concordaria que de fato tivemos um ano complicado.

Mas preciso fazer uma outra pergunta, principalmente para nós, cristãos brasileiros: Será que foi só o vírus que complicou tudo? Acho que não!

Nossa sociedade (igreja incluída) vem lentamente deteriorando os padrões éticos e morais desde final da década de 1990. Em nome da modernização dos nossos valores, aceitamos que os influenciadores de nossa sociedade fossem mudando e distorcendo alguns marcos inegociáveis. Mas o que a igreja fez? Nada!

O que fez a igreja quando o governo, em nome da modernidade e com base naquilo que Gramsci pregava de que a única maneira de derrubar nossas crenças e os valores judaicos cristãos seria mudando todo o sistema educacional do nosso país? Muitos pais cristãos além de apoiar as mudanças, adotaram essa visão em suas igrejas e comunidades.
O que fez a igreja quando a escola, em nome da modernidade, resolveu dizer que nossas crianças poderiam ser homossexuais e que os professores não tinham mais autoridade para repreender um aluno? Muitos pais cristãos, além de apoiar, acreditaram que de fato qualquer tipo de “amor” vem de “deus” e que não queriam ver seus filhos serem corrigidos em suas atitudes.

O que fez a igreja quando nossas TVs e meios de informação apoiaram o aborto, o uso da camisinha, o beijo gay, meu corpo, minhas regras, pedofilia, zoofilia, pornografia, a infidelidade e sexo ilícito, violência… Muitas de nossas igrejas imaginaram que estavam dentro de uma bolha e que essas coisas nunca as atingiriam.

O que fez a igreja quando nossos governos seguidamente tornaram-se corruptos se locupletando com o dinheiro do povo? Muitas igrejas tornaram-se coniventes no roubo, o restante se manteve imparcialmente neutras.

Creio, com toda sinceridade, que começamos em 2020 a colher o que plantamos há 30 anos e uma árvore de 30 anos, não se derruba com um sopro. Toda essa história me faz lembrar o povo de Israel, quando se desviava e desobedecia ao Senhor. O que Deus disse através de Moisés de que obediência traria bênção e desobediência, maldição
(Dt 30:15-20), ainda continua válido em nossos dias. Somos o povo de Deus e nossa conduta no meio da sociedade é fator decisivo no que acontece nesta sociedade.

Agredimos Deus com nossas apostasias como se elas autenticassem nossos ministérios. Ficamos orgulhosos com nossas mega-igrejas, com nosso poder de ordenar cura e bênção,
de amarrar e desamarrar Satanás, de mandar gente para o céu e de tirá-las se não pagar nossos dízimos e ofertas. Evangelizar é sinônimo de pertencer a todas as igrejas. Não há espaço para questionar se estamos pregando a Verdade ou a minha verdade. Percebe o quão distante estamos daquilo que deveria ser?

A igreja de hoje está muito próxima de receber o final da profecia de Daniel: Tequel e Parsim. Deus pesou a igreja e achou falta. Estamos divididos e sendo entregues em pedaços ao nosso inimigo. Estamos a 30 anos semeando ventos, desprezando o conhecimento de Deus, rasgando as vestes e não os corações. O dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo Poderoso. Faríamos tudo isso e ainda estaríamos livres, leves e soltos da ira de Deus?

Minha esperança está muito parecida com a de Malaquias nos três primeiros capítulos.
Meu medo (medo não, pavor) é se já chegamos em Malaquias 2:2 – “enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado”.

Só nos resta clamar pelas misericórdias de Deus e “quem sabe se não se voltará e se arrependerá e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação”. Ἔλεος θέλω. * *Eleos Theló = misericórdia quero!


José Ernesto Conti, é pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva

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