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domingo, 22 maio 2022

2016 – Manter ou avançar?

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A sua igreja é direcionada por uma visão que supera crises, ou por crises que paralisam a visão? Somente em momentos de crise como este é que somos desafiados a pensar nessas perguntas. No entanto, tais dificuldades podem produzir igrejas melhores ou igrejas estagnadas.

Eu e uma equipe de capacitadores, consultores e palestrantes temos o privilégio de ajudar igrejas e denominações em todo o Brasil. Em períodos como o que estamos vivendo, ouvimos respostas completamente opostas para tais indagações.

Ouvi de um pastor de uma grande igreja, nestes dias: “Estamos precisando fazer um plano estratégico para a igreja, mas vamos parar tudo agora e esperar a crise passar”. No entanto, na mesma semana, me reuni com os líderes de uma outra igreja, que disseram: “A hora é agora. Queremos continuar executando a visão que Deus nos deu e termos planos para superar a crise e sermos melhores depois dela”.

A igreja que não entende que seu papel é para ser cumprido independentemente das crises externas pode acabar caindo na armadilha de seguir as tendências do mundo. Muitos alegam que a Igreja se mundanizou, pois passou a seguir as tendências de fora, como na música, nas roupas e em diversas outras áreas. No entanto, mundanizá-la é deixar que as tendências e as crises do mundo ditem qual o ritmo de avanço ou de paralisação ela terá.

É inquestionável que muitas congregações perderam arrecadação, pois as pessoas estão desempregadas. No entanto, como disse o Dr. Shedd, “a obra missionária e a igreja não se fazem com dinheiro apenas, mas com visão”. Lembro-me de que um dos maiores congressos de jovens que já liderei aconteceu em 1993, quando a inflação batia na casa dos 40% ao mês e muita gente dizia que não iria dar certo. Desse congresso, chamado Despertar, participaram quase 10.000 pessoas de todo o Brasil; cerca de 1.000 jovens se tornaram pastores e missionários e estão espalhados hoje pelo Brasil e pelo mundo.

A Igreja de Cristo surgiu em meio a um mundo em crise e falta de esperança, superou dois mil anos de crise, guerras, perseguições e heresias. Nenhuma igreja é firme por acreditar tão somente na sua capacidade. A firmeza advém do fato de acreditar que o Espírito Santo a está fortalecendo para enfrentar o mundo. Nesse aspecto o ensino da Igreja precisa ir muito adiante da crise e oferecer opções para as pessoas que estão sendo engolidas pela crise. Muitas igrejas definem suas estratégias conforme a intensidade da crise. A tática da igreja não pode depender de coisas passageiras. A existência da igreja está associada com a persistência e com as coisas duradouras. Parafraseando as Escrituras, a igreja que permanecer firme até o fim será salva, não porque a salvação é o prêmio da firmeza, mas porque a firmeza é o carimbo de uma igreja que olha somente para Deus em meio à crise”.

Firmeza não é apenas só para os tempos de dificuldade. Uma crise pode desaparecer diante da firmeza, mas a firmeza nunca pode desaparecer diante de uma crise. O Brasil está em crise, mas sempre firme na sua crise. A Igreja precisa ser firme em sua visão. A sua melhor opção diante desse cenário negativo é avançar, pois é a Igreja que tem as respostas para o Brasil sair da crise. Afinal, sua igreja é direcionada por uma visão que supera crises, ou por crises que paralisam a visão?

Josué Campanhã é escritor, palestrante, consultor e pregador ([email protected])

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