2º Festival Nacional de Cinema Cristão premia os melhores de 2014

Por Andressa Rodrigues

Noite de gala para a sétima arte cristã. Realizado na última terça-feira (25) no Rio de Janeiro, o 2º Festival Nacional de Cinema Cristão reuniu produtores, diretores, atores e jornalistas no Teatro Ipanema para honrar os melhores trabalhos com a disputada estatueta, criada pelo artista Moses Gomes.

O longa-metragem “Metanoia”, produzido pela 4U Films e Cia Nissi e que conta a história de um jovem na dependência química e a luta de sua mãe para resgatá-lo, levou oito das 12 categorias: Melhor filme, Direção (Miguel Nagler), Ator (Caique de Oliveira), Atriz (Einat Falbel), Melhor Fotografia (Gabriel Chiarrastelli), Melhor Direção de Arte (Josy Antunes) e Melhor Montagem (Josy Antunes, Leonardo Oliveira e Paulo China).  Um dos momentos marcantes do evento ficou por conta de Chiarrastelli, que, em seu discurso, revelou ter entrado no projeto como profissional contratado, mas acabou entregando seu coração a Cristo durante as filmagens.

O filme “Sem Regras” foi premiado em Melhor Figurino, com Sheyla Cruz, Melhor Maquiagem com Leila Aragão e Melhor Trilha Sonora com Jorge Luiz Marques. Produzido pela Hope Films em parceria com o grupo de teatro Semeartcia e dirigido por Paulinho Almeida, o longa é um musical sobre as 7 Cartas do Apocalipse. A estatueta de Melhor Música foi para “Labirintos Internos”, com a cantora Camila Soares. O filme foi produzido pela Pontes Filmes com apoio da JOCUM e da Cia Nissi é dirigido pelo premiado diretor Daniel Silva e conta a história de Beto, um homem bem conceituado em sua comunidade que se casou com uma ex-prostitua, Suzana.

Roteirista da Rede Record, Vivian Oliveira foi a homenageada da cerimônia pela sua participação no mercado de grandes produções com as minisséries bíblicas “A história de Ester”, “José do Egito”, “Rei Davi” e a nova novela “Os Dez Mandamentos”, que já está sendo gravada e será protagonizada por Guilherme Winter como Moisés e Sérgio Marone como Ramsés. Vivian, que é cristã, ressaltou a importância e abandonar rótulos e levar as verdades eternas da Palavra de Deus ao maior número de pessoas possível. “Uma pesquisa do Ibope no ano passado mostrou que esse público de minissérie é só de 25% de evangélicos. Ou seja, há uma audiência enorme de pessoas que não são evangélicas, mas estão interessadas em conhecer. Isso alcança muito mais do que se fosse rotulado como uma obra evangelística”, pontuou Vivian. Ela também incentivou outros a ousarem voar alto. “Falta muita gente especializada nessa área. É preciso que no mercado cristão as pessoas se especializem. Deus capacita, é verdade, mesmo com todo preparo do mundo, sem a mão de Deus a gente não prospera, mas, só esperar, não. Ele não quer isso, Ele quer que a gente se especialize. Tem que estudar, ir atrás”, avaliou a roteirista.

“Uma Esperança”, do diretor José Riccardo Bonavita, ganhou como Melhor Documentário retratando a Cristolândia e o trabalho da Junta de Missões Nacionais da Igreja Batista na recuperação de dependentes químicos.  O Melhor Curta ficou com “I am Chaplin”, representado por Alan Alves. Já a Turma do Biguinha veio de Curitiba e ganhou na categoria Melhor Animação com “Deixa o medo pra lá”. Na categoria de média metragem, o ganhador da noite foi o filme “Nada sobre você”, representado pelo diretor Fernando Gropo. Emocionado e chorando, ele falou sobre como com apenas R$ 750,00 concretizou o projeto e conseguiu chegar à premiação.

A organizadora do evento e produtora cultural, Verônica Brendler, fechou a noite com um discurso enérgico sobre a retomada de espaços midiáticos pelo povo de Deus e alertou sobre a mensagem que não podem ser esquecida: “Falem menos de prosperidade e falem mais da cruz. Falem mais de renúncia, de perdão. Falem mais de Jesus”.