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quinta-feira, 20 janeiro 2022

12 países onde a morte de cristãos tem amparo legal

prisão
Foto: unsplash

A perseguição à cristãos em diversos países acontece com o apoio da lei do Estado

Por Marlon Max

Em 2020, cerca de 12 países tiveram pena de morte para aqueles considerados culpados de blasfêmia ou apostasia. De acordo com o levantamento da missão Portas Abertas, eles incluem Afeganistão, Brunei, Irã, Maldivas, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Catar, Arábia Saudita, Somália, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. todos, exceto os Emirados Árabes Unidos, estão incluídos na Lista Mundial da Perseguição 2021, que elenca os 50 países onde é mais difícil ser cristão.

No entanto, além da penalidade legal, os Estados fazem uso de outros meios para silenciar os infratores religiosos, afirma o relatório “matar em nome de Deus; violações da liberdade religiosa sancionadas pelo Estado”.

Há assassinatos extrajudiciais, como assassinatos diretos por forças de segurança, por exemplo. Em países como Nigéria e Iêmen, também acontecem desaparecimentos forçados.

Ainda de acordo com Portas Abertas, há assassinatos de civis, como justiça da máfia e assassinatos de pessoas que podem ser simpatizantes de um blasfemador acusado. Um exemplo proeminente é o assassinato de Shahbaz Bhatti, ex-ministro das Minorias do Paquistão por seu apoio à cristã Asia Bibi. Além disso, há mortes por grupos extremistas violentos.

“Isso ocorre dentro de um contexto de leis religiosas ou costumes que exigem a pena de morte de qualquer pessoa que tenha ‘ofendido’ a moral religiosa local, e embora os Estados não sejam diretamente responsáveis pelas mortes das vítimas, eles devem ser responsabilizados por permitir ou não impedir tal violência”, diz o relatório.

Crimes políticos

 

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Em países de maioria budista a presença cristã é tida como destrutiva por “tentar destruir a unidade e cultura do país”. Na foto, o cristão Sop, do Laos. Foto: Portas Abertas

Entre 2010 e 2020, os tribunais condenaram os infratores religiosos à morte em seis dos 12 países que são adeptos da pena de morte, de acordo com o relatório.

Os pesquisadores disseram que os números reais de casos podem ser maiores, porque os Estados usam várias leis para criminalizar os infratores religiosos.

“Tanto o Irã quanto a Arábia Saudita processaram, condenaram e executaram minorias religiosas sob o pretexto de crimes políticos e relacionados à segurança em uma tentativa deliberada de evitar críticas”, aponta o relatório.

No Irã, por exemplo, os convertidos cristãos muitas vezes são acusados de “agir contra a segurança nacional” ou “propaganda contra o Estado”.

Com informações Portas Abertas

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