ES: 12 mil pessoas deixam suas casas

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Enchente no Espirito Santo afeta moradores (Foto: Governo do Espírito Santo/Divulgação)

De acordo com a Defesa Civil estadual há alto risco de novos deslizamentos de terra no (ES) até nesta terça-feira (28), devido à continuidade das chuvas e solo encharcado

Os estragos causados pelas fortes chuvas que atingem parte do Espírito Santo forçaram 12.009 pessoas a deixarem suas casas, mesmo que temporariamente. Nove pessoas morreram desde que as chuvas se intensificaram no último dia (17) no estado.

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“No Estado do Espírito Santo neste presente momento já temos 12.009 pessoas fora de casa. Já temos nove mortes confirmadas. Dessas, duas crianças, uma no município de Iúna (ES) e outra no município de Conceição do Castelo (ES), na noite de sexta para sábado”, revelou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Carlos Wagner Borges.

Segundo o porta-voz do dos bombeiros, algumas localidades da região sul encontram dificuldade de acesso, pois houve destruição de 124 pontes. Além disso, várias estradas foram destruídas e danificadas com a ação das chuvas. “Linhares (ES) amanhã (28) tende a amanhecer com o Rio Doce em elevação, a previsão é que seja atingido mais de setenta centímetros acima do nível. Dessa forma algumas localidades também passam a entrar no quandro de alagamento”, completou.

Os desabrigados deixaram suas casas para se abrigar na casa de parentes, amigos ou buscar outras opções temporárias. Com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Defesa Civil estadual alerta para o alto risco de novos deslizamentos de terra até nesta terça-feira (28), devido à continuidade das chuvas e o solo encharcado.

Cautela  

Segundo Carlos Wagner, é importante continuar com o auxilio humanitário, fazendo vistorias em áreas de risco. A população deve ficar em alerta aos sinais de risco. “Alguns sinais característicos de que problemas estruturais possam estar acontecendo devem ser levados em conta a fim de preservar a vida humana. Entre eles: Rachaduras nas paredes, no chão das casas e no quintal”, disse.

“Se o barranco ao lado da sua casa começa a desprender, árvores caem no seu quintal e haver dificuldade em abrir portas e janelas, procure a defesa civil do município que você mora. É necessário uma avaliação técnica para ver se o local tem condições seguras de ser habitada por você e sua família”, conclui.

Sul do Estado 

A região sul do estado é a mais afetada. Em Alegre (ES) a 200 quilômetros da capital, Vitória, foram registrados 2,3 mil desalojados e 250 desabrigados. Autoridades monitoram ininterruptamente a situação da barragem Francisco Gros, cuja empresa responsável é a Statkraft. Segundo a prefeitura há risco de rompimento e decretou situação de emergência nas instalações da barragem conhecida como São João.

Em Alfredo Chaves há 1.984 desalojados. Em Iconha 1.919 pessoas estão na mesma situação. Outros 58 moradores da cidade tiveram que ser levados para abrigos improvisados em igrejas. Em Vargem Alta, há 1.051 pessoas desalojadas e 58 desabrigadas. Da mesma forma a cidade de Rio Novo do Sul, decretou estado de calamidade pública – situação reconhecida pelos governos estaduais e federal.

Uma vez reconhecida a situação de emergência ou calamidade, os gestores municipais e estaduais podem contratar serviços temporários e fazer compras consideradas essenciais para o enfrentamento da situação sem a obrigatoriedade de processo licitatório. O reconhecimento federal permite às prefeituras pedirem recursos da União para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução.

Além disso, os moradores de áreas afetadas diretamente prejudicados podem acessar mais facilmente alguns benefícios sociais e auxílios, inclusive financeiros, oferecidos pelos governos municipais, estaduais e federais.

*Da redação, com informações da ESBrasil


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