10 anos do terremoto que devastou o Haiti

Ruas de Porto Príncipe, março de 2010. (Foto: Anistia Internacional)
Ruas de Porto Príncipe, março de 2010. (Foto: Anistia Internacional)

No Haiti, a data foi destinada a reflexão. Assim, dedicada à memória das vítimas do desastre causado pelo terremoto que atingiu o país em 2010

O presidente do Haiti, Jovenel Moise, e ocupantes de altos cargos do governo recordaram nesse domingo (12), o devastador terremoto ocorrido há dez anos, no dia 12 de janeiro de 2010. A cerimônia ocorreu na comunidade de Saint-Christophe e outra nos jardins do Museu do Panteão Nacional Haitiano.

Em Saint-Christophe, onde vítimas foram enterradas em uma vala comum, o chefe de Estado deixou flores na presença de dezenas de jornalistas. A capital, Porto Príncipe, entre outras, foram praticamente destruídas por um terremoto de 7 graus na escala Richter que matou mais de 300 mil pessoas. Dessa forma, deixou feridos, e desalojou 1,5 milhões.

“Dia 12 de janeiro de 2010. Lembramos deste doloroso momento que levou parentes, amigos e vizinhos em 35 segundos. Muitos ainda estão de luto pela partida prematura dos seus entes queridos. Nesta manhã, 10 anos depois, é hora de refletir”, afirmou o Ministério das Comunicações nas redes sociais.

Cerimônia 

A data foi destinada a reflexão, dedicada à memória das vítimas do desastre causado pelo terremoto que atingiu o país em 2010. Assim, lembrou um comunicado de imprensa divulgado pela Secretaria da Presidência.

A bandeira nacional foi hasteada a meio mastro. Bem como, boates e diversos estabelecimentos similares permaneceram fechados. As estações de rádio e televisão programaram transmissões especiais e música sacra.

A organização de defesa e promoção dos direitos humanos Collectif Défenseurs Plus convidou a população a participar de uma passeata nesse domingo. De acordo com a organização, o objetivo é recordar os 10 anos do terremoto mortal.

“O objetivo desta passeata é sensibilizar a população sobre as ameaças que pesam sobre as más condições habitacionais e pressionar as autoridades estatais a tomarem as medidas necessárias para reduzir os riscos e danos que este tipo de fenômeno pode causar”, disse o codiretor da organização, Antonal Mortimé.

*Da redação, com informações da Agência EFE


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