Vitória do Diabo

Confesso que lutei para não escrever nada sobre o carnaval, mas perdi!

Como Adão, vou justificar minha derrota. Estava muito curioso para ver como seria o primeiro carnaval do novo Brasil, afinal, ele representa todo o antagonismo do mundo. É nessa festa profana que todos os valores e princípios “defendidos” pelo mundo são jogados no esgoto, expondo, sem máscaras, como o homem pecador é (e quer ser) visto, e o mais interessante: como a multidão de foliões se sente orgulhosa em ostentar toda a transgressão, como se estivesse dizendo para Deus: fazemos o que queremos.

Muitas provas destruíram minha má vontade de discorrer sobre o tema, mas vou citar apenas duas. A primeira foi a declaração da Simone Cerqueira, filha de pastor, que desfilou nua na Sapucaí. Disse ela mostrando os seios de fora:

“Ele (seu pai) vai descobrir pela televisão, mas vou explicar que é pela arte, e ele vai entender”. Difícil vai ser explicar para Deus por que não se lembrou das Suas Palavras: “De que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem”.

A segunda prova foi a participação da banda Preto no Branco, autora da conhecida música “Ninguém Explica Deus”, no trio elétrico da Claudia Leitte, onde “a gente só foi lá para adorar a Deus”. Mas Paulo adverte: não pode haver comunhão entre luz e trevas… retirai-vos do meio deles. Essa nem Deus explica!


Por José Ernesto Conti

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