Vilas cristãs devastadas após derrota do estado islâmico

Uma igreja destruída próximo a Tal Tamer, no nordeste da Síria (Imagem: New York Times)

Das 24 igrejas, hoje apenas uma sobrevive na região

Vilas cristãs são encontradas devastadas, após a derrota do Estado Islâmico na Síria. Cristãos assírios são uma minoria indígena com comunidades rurais prósperas junto ao rio Khabur, no nordeste da Síria. No entanto, em 2015 o Estado Islâmico atacou os vilarejos, demoliram igrejas e sequestraram mais de 200 pessoas. Dezessete delas foram enviadas de volta à cidade de Al Hasakah com uma ameaça aos líderes religiosos, que se não pagassem 50 mil dólares por pessoa, os terroristas matariam os reféns.

Segundo o jornal norte-americano, The New York Times, muitos assírios ajudaram na arrecadação dos valores do resgate. “A igreja nunca revelou exatamente quanto pagou ao Estado Islâmico, mas entendemos que foi mais de um milhão de dólares”, relatou o jornal. A maioria dos prisioneiros foi solta, mas decidiu fugir do país com as famílias, deixando para trás cidades fantasmas onde apenas alguns moradores continuaram vivendo.

O exército sírio junto às unidades de proteção popular retomou o domínio da área em outubro de 2016. Infelizmente, o número de cristãos tem diminuído cada vez mais, dos 10 mil que viviam nas mais de 30 vilas na área com cerca de 24 igrejas, hoje chega a quase 900 pessoas, com apenas uma igreja com cultos regulares, explica Shlimon Barcham, um oficial local da Igreja Assíria do Oriente.

Um líder religioso da mesma igreja, em novembro de 2016, disse à CNN que derrotar militarmente o Estado Islâmico não é o suficiente para encorajar cristãos desabrigados a voltarem para as cidades e vilas nas quais foram perseguidos. A vila de Tel Shamiran tem apenas dois moradores, uma mãe e seu filho. “Nós vamos ficar, mas por quanto tempo?”, questionou o filho.

*Com informações do Missões Portas Abertas


Leia mais

Casas destruídas pelo Estado Islâmico são reconstruídas

Aproveite as promoções especiais na Loja da Comunhão!