Vergonha de ser honesto

Confesso que os últimos acontecimentos políticos e jurídicos em nosso Brasil me deixaram revoltado.

Como diria um ex-presidente, nunca, na história deste país, presenciamos tanto desrespeito com a ética, a honestidade e a probidade; e isso partindo de quem deveria lutar com todas as forças para garantir um mínimo padrão de decência. Onde está a coerência? Onde está a probidade? Onde está a preocupação com o prestígio do Supremo Tribunal Federal, que foi jogado na lama e virou piada nacional?

Resta agora concordar com o grande Rui Barbosa em sua célebre frase: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Mas deveríamos esperar mais desses homens? Poderiam ser mais honestos, mais éticos, mais probos, mais justos? Não seria ilusão nossa acreditar que, de uma hora para outra, teríamos um líder que fale a verdade, que ame a justiça e que seja honesto? Desculpe-me os bonzinhos, mas o apóstolo João já disse que o “mundo inteiro está debaixo da influência do maligno” (1 João 5:19). Logo, por mais que estejamos revoltados (e estamos), a reação desses homens, mostram sob qual influência eles estão: do diabo.

Resta-nos confiar no que Paulo escreveu na 2ª carta aos Tessalonicenses (3: 3): “O Senhor é fiel… e vos guardará do maligno”. Ou no que Jesus disse: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo!

Quem manda lá em casa
Cada vez mais essa questão tem sido essencial na atualidade. Se pensarmos de modo diferente da sociedade, somos chamados de fundamentalistas, retrógrados, descontextualizados, machistas, etc., uma vez que nada deve impedir que essa igualdade seja mais evidente. A sutileza dessa questão não é “quem manda lá em casa”, e sim quais são as consequências, seja dentro do lar, seja na sociedade. Ouvimos dizer que direitos da mulher e autoridade da mulher são a mesma coisa, mas a Bíblia fala que são conceitos totalmente diferentes.

Direitos iguais são defendidos em toda a Escritura, não só para mulheres, mas também até para servos ou escravos. Paulo, escrevendo aos Efésios (6: 9), nos diz que para o “Senhor (…) não há acepção de pessoas”. E na sua carta aos Colossenses (4:1) afirma que deveríamos tratar os servos com justiça e com equidade. O apóstolo também ressalta que os servos são dignos de toda a honra (1 Tm 6: 1). Por que então com relação à mulher seria diferente?

Entretanto, a Bíblia deixa claro que quanto à autoridade, há diferença. E o motivo é um só: bênção para a família. Quando os filhos obedecem aos pais, ganham bênçãos. O mesmo ocorre quando os homens fazem a vontade de Deus e quando as mulheres obedecem a seus maridos. E se, em nome do seu direito, ela não obedecer a seu marido? Ela não é abençoada, assim como o homem que desobedece a Deus ou como o filho que descumpre as ordens de seus pais. É uma questão de bênção ou maldição.

Entende por que o diabo não quer que a mulher obedeça a seu marido? Ela é o elo entre o homem e seus filhos. O rompimento desse elo quebra a família, destrói a sociedade.

Ano novo, vida nova
Todo início do ano é a mesma coisa: novos propósitos, novas atitudes, novos desafios. Parece até que a virada do ano muda tudo. Se você pensa assim, acredito que precisa reavaliar sua vida, pois “seu passado o condena”; é necessário dar uma repaginada. O apóstolo Paulo confirma que, no momento em que fomos alcançados pela graça de Deus, nos tornamos “despojados do velho homem”, ou seja, já somos uma nova criatura em Cristo. Por isso, não é necessário transformar em “novo” o que já é novo.

Talvez você esteja pensando: mas estou falando de projetos e desafios! Mesmo assim, aqueles que são nova criatura seguem continuamente para o alvo, para o prêmio do Soberano chamado: proclamar as verdades daquele que nos chamou das trevas para a luz. Muitas vezes o “novo” é mera desculpa para não fazer o que deveríamos estar fazendo há muito tempo.

O que você precisa é deixar a preguiça, a falta de compromisso, o desinteresse pela coisas de Deus, a falta de prioridade com sua missão, ou seja, uma vida sem cruz, sem usar o talento, sem óleo extra para esperar o noivo, longe daquilo que Deus quer. Talvez você, mesmo sendo filho, esteja gastando sua vida com os prazeres do mundo e comendo comida dos porcos. Se esse é seu caso, não precisa esperar o início de cada ano pra consertar o que está errado. Agora é a hora!

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