A favela e as bundas

Clipe da Anitta “Vai, Malandra”, gravado na “laje” em uma favela do Rio de Janeiro

Quem é leitor assíduo desta coluna (já estamos indo para o 4º ano seguido…) sabe que não uso “palavras torpes” nem linguajar chulo.

Sei que meu português as vezes é sofrível (por isso minha filha Catarine, me ajuda na correção), mas tento manter um certo nível respeitável, até porque, sou um pastor … mas, não consegui arranjar um outro título para essa pequena crônica.

Obviamente estou falando do clipe da Anitta “Vai, Malandra”, gravado na “laje” em uma favela do Rio onde se faz questão de mostrar bem de perto, todas aquelas bundas cobertas com uma pequena fita isolante. Confesso que este fato me trouxe à mente o excelente livro do Zuenir Ventura, 1968 – 0 ano que não terminou, onde ele narra o réveillon que a Heloísa Buarque de Holanda deu em sua casa no início daquele ano. Na visão do Zuenir, aquela festa, que na sua linguagem, “teve de tudo” foi um espetáculo que marcou definitivamente aquele fatídico ano, destruindo qualquer resquício de uma sociedade comportada.

Sei que muitos vão me criticar pela comparação, mas, do ponto de vista de destruição de todos os valores que ainda restavam na sociedade brasileira, as bundas da Anitta x a festa de Helô é uma parada dura. Se o resultado da festa da Helô, foi a destruição das bases que sustentavam a sociedade brasileira, as bundas de Anitta, jogam por terra qualquer possibilidade de nossas netas acreditarem que o que é “bonito” é só para mostrar para os maridos. Continuo achando que Deus vai ter que pedir desculpas por ter destruído Sodoma por muito pouco!

Pr. José Ernesto Conti


A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.