Dengue – Vacina fica só para 2019

Foto ilustrativa

Queda no número de casos impede a aplicação em voluntários, prejudicando pesquisa.

Prometida pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para 2017,

A vacina contra a Dengue que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã, em São Paulo continua em fase de testes. E sua eficácia ainda não foi confirmada na mais importante etapa da pesquisa. A queda do número de casos da doença no País impediu a aplicação do imunizante nos grupos voluntários. E isso atrasou o estudo.

A vacina foi prometida pelo governo de São Paulo em 2017. E prometeu também a construção de uma fábrica para a produção de doses. Ela deveria estar pronta no fim do ano passado. Mas não foi concluída na data estimada. Agora, a nova previsão é para 2019.

Vacina

A vacina do Instituto Butantã foi anunciada em 2015 como a opção mais promissora para proteção contra a dengue, em um momento em que a doença batia recordes de casos e mortes no Estado de São Paulo e no País. Na época, mais de 1,6 milhão de pessoas entraram para o balanço de casos suspeitos de infecção.

 

Vários testes da vacina do Butantã foram feitos, no entanto, não evoluíram como anunciado. Iniciada há dez anos, a pesquisa recebeu, em 2015, a autorização para a fase 3, após ser avaliada “em regime de prioridade” pela Anvisa, antes mesmo que os testes da fase 2 tivessem sido finalizados. A autorização foi dada em dezembro daquele ano e os testes começaram só em 2016.

Pesquisa

Segundo o Butantã, a queda de casos de dengue no País nos anos seguintes atrasou a pesquisa. Isso porque os participantes do estudo ficaram menos expostos à doença. “A ocorrência de dengue no País está extremamente baixa, completamente diferente do que foi anos atrás. Isso faz com que não consigamos comprovar eficácia. Temos coletados, até o momento, os dados de segurança e todas as análises, mas a dengue ocorre em picos e tem períodos com maior incidência de casos”, explica Alexander Precioso, diretor do Laboratório Especial de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantã.

Segundo o diretor, se o número de casos voltar a crescer no próximo verão, é possível que a eficácia da vacina consiga ser testada. Em nota, o instituto disse que está trabalhando para que adultos comecem a receber as doses em 2019.

 

Com informações do R7 e o Estado de São Paulo


Leia mais

Plano de saúde – Pesquisa aponta a preferência dos brasileiros
Ministério da Saúde diz que não há registros de febre amarela urbana no país

Aproveite as promoções especiais na Loja da Comunhão!