Todos são iguais?

Recentemente vimos com destaque na imprensa nacional a prisão do ex-governador do Rio Antony Garotinho e de sua esposa. Qual o problema? É que Garotinho é mais um político evangélico que vai preso, o que já faz parte do anedotário do nosso país.

Segundo informações, dos 513 deputados na Câmara, há 72 evangélicos (14%), que definitivamente não têm sido uma referência para o Brasil. Já há um bom tempo, os políticos evangélicos corruptos deixaram de ser uma exceção.

Não há nenhuma incompatibilidade em ser crente e político, em participar efetivamente das decisões que podem melhorar as condições do povo e manter os padrões éticos e morais emanados da Bíblia. O problema é resplandecer como luzeiros “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta” (Fl 2:15).

Aqui está o ponto central do cristão, seu calcanhar de Aquiles, e onde temos falhado. Boa parte de nossos políticos evangélicos estão derrotados pela tentação chamada corrupção. E, com isso, o testemunho deles tem destruído o maior patrimônio de uma Igreja evangélica: sua luta contra o mal.

Há muitas razões para isso, mas talvez a maior seja este fato: evangélicos ou não, todos os políticos são iguais. Está na hora de mudar essa triste realidade e de a Igreja exigir de seus políticos que sejam verdadeiramente cristãos.