TÔ NEM AI?

Outro dia estava em uma roda de amigos, todos evangélicos e um deles disse: Está chegando as eleições, o que vamos fazer?

Ato imediato, um outro amigo pastor, virou e disse: E daí, que tenho a ver com isso? Estou preocupado com o reino do céu, esse negócio de política é do inferno. Tô fora!

Minha surpresa foi constatar que aquela opinião era da maioria dos colegas, em outras palavras, política era algo fora totalmente das suas agendas, então perguntei: de que forma poderíamos cumprir o que Jesus disse para sermos “sal e luz” da terra?

Quis provocar mais e perguntei como entendiam o texto quando o escritor de Hebreus (11:33ss) afirma que “por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam bocas de leões, …, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros, … homens dos quais o MUNDO não era digno, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”, não significa que, como igreja, temos uma responsabilidade para com o mundo?

Quando Abraão intercedeu por Sodoma e Gomorra, Deus disse: se tiver 10 justos, não destruirei (Gn 18:32). Deus vira-se para Jonas e pergunta: não terei compaixão da grande cidade de Nínive? Percebe que a presença do cristão no meio da sociedade é a única coisa que leva Deus a não destruí-la?

Nossa alienação política, por mais que ela seja fruto do nosso desapontamento, o sentimento que precisamos ter é o mesmo que devemos ter com o pecado, ou seja, odiamos o pecado, mas amamos o pecador. Nosso país, precisa como nunca dos cristãos. Nós somos o fator de equilíbrio, ou seja, a única razão pela qual a mão de Deus não pesa mais sobre o Brasil.


Leia mais

Eleições 2018: Religião x Política

Aproveite as promoções especiais na Loja da Comunhão!