Por que os Cristãos são culpados pelo terrorismo na Europa?

De todos os continentes, a Europa é o que tem enfrentado os maiores problemas de atentados terroristas ceifando centenas de vidas, boa parte dessas pessoas nem sabem porque morreram.

A pergunta é óbvia: porque isso está acontecendo? A pergunta é óbvia, porém a resposta, não.
Alguém já disse que mais pessoas já foram mortas em nome de Deus (Allah, Jeová, …) do que por todas as doenças malignas. É evidente que isso é uma figura de linguagem, entretanto, em nossos dias, com ataques chamados de terroristas, pipocando pela Europa e EUA, quase que semanalmente, fica a pergunta: quem são esses que estão dispostos a dar sua vida por aquilo que creem?

De todos os continentes, a Europa é o que tem enfrentado os maiores problemas de atentados terroristas ceifando centenas de vidas, boa parte dessas pessoas nem sabem porque morreram. A pergunta é óbvia: porque isso está acontecendo? A pergunta é óbvia, porém a resposta, não.

Ataques terroristas na Europa.

Na verdade é uma série de fatores que tem levado a essa situação e por mais que acreditem que tudo se resolverá com polícias e armamentos cada dia mais sofisticados, com sistemas cada dia mais perfeito, com controle das pessoas, a solução está a quilômetros de distância. Entretanto acreditamos que exista uma “mãe de todos os fatores”, e ela foi causada (e continua sendo) pela própria Europa.

A mais ou menos 30 anos atrás, boa parte dos países europeus se depararam com um problema quase insolúvel: sua população estava envelhecendo e a taxa de natalidade diminuía a níveis críticos. Com o aumento da riqueza e da educação, boa parte das novas famílias optaram pelo filho único e muitos casais, nem isso. Trocaram os filhos por cães e gatos. Com isso, países como a França, Alemanha, Bélgica, Holanda, etc., perceberam que a cada ano, na mesma proporção que aumentava a população de animais, diminuía consideravelmente os nascimentos.

Isso refletia diretamente na economia (para quê fabricar mais carros, geladeiras, casas, estradas, escolas, … se não há pessoas para comprá-las?), e iniciou um longo período de estagnação na economia da antiga pujante Europa.

Países como a Inglaterra, Alemanha, só conseguiam manter-se, a custa da exportação. Entretanto com a entrada da China no mercado internacional, com seus preços incrivelmente baixos, tirou completamente a competividade dos produtos europeus, que continuaram a ser vendidos a custa de muitos incentivos fiscais.

Isso tem levado a destruição da própria unidade econômica europeia. Por outro lado a Europa começou a enfrentar um outro problema: boa parte dos ricos e abastados culturalmente, não queriam mais realizar tarefas simples. Qual foi a solução encontrada pelos líderes governamentais? Permitir, facilitar, liberar a imigração. Isso resolveria os dois problemas cruciais da Europa em uma só tacada.

Acontece que boa parte dos imigrantes das américas, já tem uma predileção atávica pelo EUA e Canadá e uma pesquisa verificou que apenas 15% dos imigrantes das américas optam pela Europa. Logo, mesmo com o afrouxamento das fronteira europeias, o fluxo das américas não provocou aumento na imigração, ou seria a “desmigração”, já que depois das duas grandes guerras, muitos europeus migraram paras as américas e agora fariam o caminho de volta. Isso não aconteceu e limitou consideravelmente os candidatos a imigrantes.

Neste mesmo tempo, iniciou em vários países africanos e do oriente médio, a luta por mais liberdade e democracia. Como resultado deste clamor, em parte desses países, inicia-se a guerra civil cruel e sem tréguas. A guerra torna-se um meio de vida, sustentada pelas potências mundiais. Qual foi a consequência?

Aqueles que possuíam melhores condições financeira e educacionais, perceberam que as chances de uma vida tranquila em seus países eram mínimas, até porque, em boa parte desses países haviam grupos mulçumanos com sérias diferenças teológicas (logo não se lutava apenas pela democracia ou liberdade, mas também pela religião) e cada dia ficava mais evidente, que as chances de paz e liberdade eram remotas. De forma lenta, mais consistente, essa classe média mulçumana, começou a imigrar para a Europa, e foi muito bem recebida, praticamente em todos os países do bloco europeu.

Eles eram na sua maioria universitários, e mesmo assim não se importavam em realizar tarefas simples, traziam algumas economias, logo tinham recursos para alugar casas, comprar móveis, carros, consumir em shoppings, ou seja, eles começaram a movimentar a economia da Europa que estava estagnada desde a década de 1990. A princípio aqueles milhares de mulçumanos, chegando de todas as partes, eram a solução para uma Europa velha e decaída.

Entretanto três novos fatores apareceram.

Primeiro, os imigrantes mulçumanos encontraram uma Europa religiosamente fragilizada (e é isso que tem diferenciado a imigração mulçumana para EUA ou mesmo para o Canadá, onde tem encontrado, uma religião cristã capenga, mas ainda atuante). Na maioria dos países europeus, as igrejas cristãs simplesmente fecharam as portas. As bases cristãs que regiam as sociedades foram banidas e desprezadas.

O humanismo abençoado pelo secularismo, tornou-se a referência das sociedades e dos relacionamentos humanos, aliado ao sincretismo com as crenças da natureza onde o meio ambiente torna-se a nova divindade a ser adorada, deixou a Europa totalmente despreparada para enfrentar qualquer ataque a sua fé, se é que ela ainda existe. Na verdade nos últimos anos, ainda que muito tímido e localizado em pequenos guetos, o cristianismo tem tentado mostrar sua cara, infelizmente, muitas vezes, aliado ao misticismo. Entende nossa culpa?

Segundo, ser mulçumano, diferente de ser cristão, budista, espírita, católico, etc., não é uma opção. A educação com base no Alcorão, inicia desde o berço. Os pais entregam seus filhos às escolas corânicas ou madraças, a partir de 2 a 3 anos de idade, onde é exigido dos alunos decorar todo o livro sagrado. Depois de 15 a 17 anos estudando somente o Alcorão, raramente encontramos um aluno que negue ou abandone suas crenças, até porque não lhe foi dado qualquer chance de conhecer qualquer outra verdade.

Terceiro, entende agora porque as guerras nesses países passaram de todos os limites humanos aceitáveis? Se ele viveu 15, 16, 17 anos na escola Xiita, vai considerar todos que são Sunitas infiéis. Na verdade existem mais de 6 diferentes escolas teológicas mulçumanas que são quase inimigas entre si.

Logo, qualquer guerra em países mulçumanos, ultrapassam o bom senso (se é que existe bom senso em qualquer guerra), pois sempre haverá o fator religioso, ou seja, Maomé não só autoriza, como incentiva o extermínio dos infiéis, na já muito conhecida as 5 “ayahs” do Alcorão, onde, por exemplo, a passagem do Alcorão 47:4, falando que “os pescoços dos incrédulos devem ser decapitados”, ou Alcorão 2: 191, 193, que diz que os mulçumanos devem matar os infiéis “onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram … E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus”. Sem contar que Maomé disse que “quem abandonar a fé islâmica deve ser morto”.

Resultado? A fuga desses países ampliou a imigração para a Europa, passando de todos os limites até para a rica Europa, que não suportava receber tantos imigrantes. Dentre os muitos milhões (estima-se que mais de 8 milhões entre 1990 e 2015) de imigrantes, obviamente vieram muitos daqueles que aprenderam que os europeus, intransigentes e intolerantes com os costumes e a cultura islâmica, principalmente no que diz respeito a mulher, tornaram-se infiéis ou inimigos de Allah, e por isso a morte deles têm apoio corânico.

Por mais que os mulçumanos tentem dizer que são de paz (e muitos verdadeiramente são), a morte dos infiéis, traz recompensa (4:74 – “e a quem combate no caminho de Allah, e é morto ou vence, conceder-lhe-emos magnífico prêmio”), além é claro de no paraíso ficar junto de um Siddiq, ou seja um mártir que está junto ao profeta e dos justos. Quer melhor motivo para morrer e matar em nome de Allah?

Ao longo dos séculos a visão mulçumana tem sido tolerada, até porque ela se restringia a alguns países do oriente médio, da África e Ásia. Entretanto com o advento das imigrações, muitos partiram com sua crença ou religião, sua cultura, sua família, e … tudo aquilo que o transformou em um mulçumano. Mudar tudo isso, só se ele fosse para uma outra cultura muito mais forte ou convincente.

Não é isso que eles encontraram na Europa. Não quero justifica-los nem ignorar a responsabilidade de cada pessoa que decide ser um “terrorista”. Mas, creio que agora, é totalmente irreversível e teremos finalmente uma Europa mulçumana dentro de algumas décadas, ou seja, cada dia mais veremos e teremos “jihadistas”, pessoas que incentivadas pela religião, resolvem tornar-se mais um mártir no paraíso.

Aliado a esse crescimento quase que desordenado do Islamismo na Europa, está exatamente a forma de como os governos e forças policiais têm combatido este mal. Quanto mais truculenta, quanto mais armas, só alimentará o desejo de vencer as forças do mal.

Temos que reconhecer que, aquilo que chamamos de terrorismo, para eles não passa de uma “jihad” ou seja, obediência e coerência com os princípios islâmicos, na esperança de receber a recompensa maior de viver eternamente ao lado do Profeta junto com suas virgens.

Creio que só há uma única alternativa para que o ímpeto mulçumano diminua. Usar a mesma “tática” que foi usada pela destruir o cristianismo na Europa: torna-los seguros de que as riquezas da terra são melhores do que as do céu. Vai levar tempo, mas é infalível. Até lá, só podemos nos proteger das bombas e dos “mártires”.

Pr. Jose Ernesto S. Conti