Temporal deixa sete mortos na Grande São Paulo

Ônibus ilhado em alagamento. Foto: Reprodução

Os lugares mais afetados foram os bairros de Vila Prudente e do Ipiranga, e as cidades do ABC. “É muito triste ver pessoas sendo arrastados pela correnteza”, disse Vilda Belan, da Igreja Batista do Alto da Mocca, em São Paulo.

Ao menos sete pessoas morreram devido ao temporal que atingiu a Grande São Paulo a partir da noite de ontem (10) até a madrugada de hoje (11). O balanço foi divulgado pelo Corpo de Bombeiros que atendeu 76 chamados relacionados a desmoronamentos, 698 sobre enchentes e 78 de quedas de árvores.

Entre os mortos, quatro foram na queda de uma residência em Ribeirão Pires. O desabamento levou ao soterramento de seis pessoas, sendo que duas foram resgatadas com vida.

O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo (CGE) informou que há diversos pontos intransitáveis na cidade (veja a lista dos pontos ao final desta reportagem). No início do dia, a circulação de trens na Linha 10-Turquesa da CPTM está interrompida, sem previsão de normalização.

O pastor Paulo Roberto Sória, da Igreja Batista do Alto da Mocca (SP), disse que apesar de não estar na capital nesse período de chuva, está acompanhando toda a situação. “Nossa igreja fica em um lugar mais alto e por isso não tem perigo de ser atingida. Ainda não temos notícias de algum irmão que esteja passando por uma situação mais complicada. Mas alguns membros de nossa igreja moram na região que foi bem afetada e por isso vamos dar qualquer apoio que for necessário”, explicou.

Vilda Belan, mora em Vila Prudente há 48 anos. Ela é membra da Igreja Batista. Neste domingo tentou ir para o culto, mas precisou voltar para a casa. Por telefone, Vilda conversou com a equipe de Comunhão.

“Por sorte nós moramos num local alto do bairro que costuma ser bastante castigado pela chuva, a cerca de 1 km. O nosso escritório fica mais próximo da área mais alagada, mas graças a Deus não aconteceu nada. Da nossa janela conseguimos avistar um shopping da região que ficou inundado pela água. Toda vez que chove forte a situação fica complicada no bairro. Ao retornar do culto, gastamos quase duas horas para cumprir um trajeto que normalmente levamos 15 minutos. É muito triste ver pessoas sendo arrastados pela correnteza”, contou.

Ocorrências

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da capital paulista, às 9h30 a cidade tinha 48 pontos de alagamento, com 27 locais em que as inundações impediam o trânsito de pessoas ou veículos. Transbordaram durante a noite pelo menos cinco rios e córrego, como o Rio Tamanduateí na região central e o Aricanduva, na zona leste.

A Linha Turquesa – 10 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que liga a região central de São Paulo ao ABC também não está funcionando nesta manhã devido aos alagamentos. Mais cedo, a Linha – 9 Esmeralda enfrentou problemas semelhantes. Entretanto, o fluxo já foi normalizado nessa parte do sistema.

No Ipiranga, zona sul paulistana, a enchente arrastou carros e pessoas tiveram de ser socorridas dos veículos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos na capital paulista devido aos transtornos.

*Com informações da Agência Brasil.


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