Gravação da JBS traz Temer autorizando silêncio de Cunha

Nesta quarta-feira (17), o jornal O Globo apresentou uma prova, em áudio, de que o presidente da República, Michel Temer tentou impossibilitar a Operação Lava Jato

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da companhia JBS, tentam fechar um acordo de delação. No áudio Temer dá o aval para comprar o silencio do deputado cassado Eduardo Cunha, preso em outubro do ano passado.

A conversa entre o presidente e Joesley Batista teria acontecido em março deste ano, e ainda de acordo com o jornal, o empresário estaria portando um gravador escondido.

Joesley destacou que estava dando uma mesada a Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro, para que ambos não falassem nada que prejudicasse o Governo. Temer teria dito:

“Tem que manter isso, viu?”. De acordo com o empresário, não foi o presidente que determinou o pagamento, mas ele tinha conhecimento sobre ela.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou um pedido de impeachment de Temer com base nas informações divulgadas por O Globo.  Em nota, o presidente Michel Temer negou a acusação do empresário da JBS. “O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”, diz trecho da nota.

A delação também comprometeria o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à presidência derrotado por Dilma em 2014. O tucano pediu, segundo O Globo, dois milhões de reais a Joesley. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio — e essa cena teria sido inclusive gravada pela Polícia Federal. O dinheiro, segundo as notícias sobre a delação, foi depositado na conta de uma empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG) O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é outro que aparece na delação, como contato do empresário no PT.

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