Sou mesquinho!

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Há uma música dos Titans que diz que deveria ter amado mais, chorado mais, arriscado mais e até errado mais… O que chama a atenção é que esta música é um epitáfio (aquilo que se escreve na sepultura depois que a gente morre) ou seja, um desejo que, por maior que seja, nunca mais será realizado. É obvio que o objetivos desta música é nos fazer pensar em nossa vida medíocre e na nossa incapacidade de fazer algo que realmente nos orgulhe no futuro.

Por isso, sempre que ouço esta música fico pensando na minha vida cristã, onde parece que nada de novo, nada de surpreendente, nada de importante acontece que mereceria um destaque, ou mesmo, uma boa nota de avaliação, ou talvez um elogio do nosso inconsciente: aí Rev José, agora você está de parabéns!

Pra piorar ainda mais minha baixa estima, penso nos grandes homens do passado e do presente que quebraram paradigmas, que romperam com a morbidez de uma vida mediana e se jogaram de cabeça na FÉ, pularam dentro da cova dos leões, arriscaram viver intensamente a vida cristã na dependência de Deus. Olho para missionários como Ronaldo Lidório e outros nem são tão conhecidos, mas que largaram tudo para evangelizar lugares longe de sua casa, ou até daqueles que abriram e continuam abrindo mão de uma vida “normal” de crente “trabalho-casa-igreja” (nesta ordem), para viver uma realidade mais além da mesmice da religião sem emoção.

Seriam eles pessoas especiais? Receberam eles uma “unção” diferente para desafiar o inferno? Eles não se importam, como eu, em ter uma cama macia, um banheiro limpinho com sabonete para tomar um banho gostoso, poder sentar a mesa e saborear um lanche na hora que a fome chega? Seriam eles supercrentes que estão acima de todas estas coisas “mesquinhas” do dia a dia que eu valorizo demais?

Pior que não! Eles simplesmente entenderam algumas coisas bem simples, mas tão simples que até tenho vergonha de dizer, por exemplo: onde está teu tesouro, ai está o teu coração, ou, você precisa abrir mão de algumas coisas hoje, mas, terá muito mais na eternidade, ou, você nem desconfia que vale mais do que um passarinho? Ou, prioriza o Reino e tudo mais terá!

Gastamos muito tempo valorizando coisas insignificantes e acabamos não investindo naquilo que realmente importa e tem valor. Abrimos mão da bênção em troca de um pratinho mixuruca de lentilhas. Temos aquele mórbido prazer em dizer que estou mega cansado de plantar muito e colher pouco e ainda colocamos esse pouco no “saco furado”. Nossa mesquinhez nos impede de ver estas coisas tão importantes. Sem perder a prudência, mas deveríamos ter mais coragem para viver 99% na dependência de Deus. Simples assim! Vai tomar coragem ou continuar com seu papo furado de crente fiel?

Pr José Ernesto Conti

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