Rachel Sheherazade classifica julgamento de Marisa Lobo como “Cristofobia”

Rachel Sherazade declarou que nenhum Cu00f3digo de u00c9tica pode impedir o direito de crenu00e7a de alguu00e9m.

A psicóloga Marisa Lobo, que teve seu registro cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) por manifestar sua crença em Deus em suas redes sociais, está com seu julgamento no Conselho Federal de Psicologia (CFP) previsto para a próxima sexta-feira (22/05). No julgamento será decidido se o registro da profissional continua ou não cassado.
A jornalista Rachel Sherazade classificou o caso como “Cristofobia”, contestando a forma como o órgão classificou a psicóloga porque ela professava a sua fé em seu site e em redes sociais, se apresentando como psicóloga cristã, sendo que as contas são pessoais e que ela teria todo o direito de manifestar o que quisesse pela Constituição.
Sheherazade questionou se o órgão não está agindo com preconceito contra cristãos, por alegar que ela feriu o Código de Ética por conta da crença em Jesus Cristo.
“Seria um caso de cristofobia? Pois, estranhamente, o órgão não processou outros profissionais que se denominam budistas, xamanistas, judaicos, umbandistas, e até parapsicólogos… Não estariam eles incorrendo nas mesmas ‘transgressões’?”.
Esse é o mesmo argumento usado pela profissional que sem o registro não pode exercer a sua função. Até a Ordem dos Advogados se manifestou sobre o caso através de um parecer técnico que entende como “descabida” e “inconstitucional” a decisão do Conselho.
“A psicóloga teve o registro cassado. Seis meses depois, a Justiça Federal anulou a cassação. Mas, o Conselho apelou ao Supremo, e marcou um novo julgamento para a psicóloga”, explica Sheherazade.
A jornalista também afirma que a reabertura do processo pode ser uma retaliação, já que Marisa Lobo participou de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal para ouvir o depoimento de ex-gays.
“Estranho o conselho proibir pessoas de procurar ajuda profissional para reverter sua orientação sexual no Código Ética, mas não questionar o direito de fazer cirurgias de mudança de sexo bancadas pelo SUS. Então quer dizer que o cidadão tem o direito de ser gay, mas não pode querer deixar de ser. É isso ou estou enganada?”, reclamou.
Sherazade ainda completou. “Todos nós sabemos que conselhos não são peritos em legislação. Então vou lembrar aos membros do CPF alguns incisos do artigo 5º que diz que é livre a manifestação de pensamento, é inviolável a liberdade de consciência ou de crença e ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa. Nenhum Código de Ética profissional, senhores psicólogos, pode estar acima da lei maior”, finalizou.

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