Cuba – Cristãos sofrem com a perseguição

Mesmo com a perseguição, cristãos continuam reunidos. Foto: Reprodução Web

Vários líderes evangélicos foram interrogados e presos nos últimos meses no país. Mesmo com a perseguição, cristãos continuam se reunindo e levando a mensagem da cruz.

Segundo o pastor cubano Mario Félix Lleonart, as igrejas evangélicas têm aumentado no país e isso tem irritado o governo. No dia 28 de fevereiro, o ativista da liberdade religiosa, Leonardo Rodrigues Alonso foi detido. Ele é um dos coordenadores regionais do Instituto Patmos, organização independente que promove a liberdade de religião e crença para todos os cubanos.

“As prisões do irmão Leonardo e outras formas de assédio vêm se multiplicando desde o ano passado. O Instituto Patmos apresentou um relatório sobre a liberdade religiosa na ilha nos últimos quatro anos ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para ser lido na Revisão Periódica Universal de Cuba, que acontecerá em maio próximo em Genebra. O relatório foi recebido e aceito. E esse foi o motivo para a prisão de Leonardo”, explicou.

Pastor cubano Mario Félix Lleonart. Foto: Reprodução Web

Em 2017, líderes evangélicos do país se uniram para a campanha “Poder para Transformar”, na capital cubana. Mas as autoridades tentaram impedir a união, alegando que cada denominação deve realizar suas atividades separadamente. “O sistema político cubano precisa de uma sociedade civil tão fraca quanto possível para que governem à vontade”, lamenta.

Liberdade religiosa

Um relatório da ONG Christian Solidariety internacional divulgado ano passado apontou 325 violações da liberdade de religião ou crença no país. Os cristãos enfrentam vigilância do governo. O Partido Comunista de Cuba possui um Escritório de Assuntos Religiosos, que “supervisiona” os cultos. Encontros ao ar livre e cruzadas são proibidas. Mesmo assim, muitas igrejas os realizam.

“Estamos profundamente preocupados com o crescente número e a gravidade das violações da liberdade religiosa relatadas por uma variedade de denominações e grupos religiosos. Isso mostra que o governo está tentando reforçar seu controle sobre as atividades e a participação da população em atividades religiosas”, diz o documento.

Com informações de Evangelical Focus


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