Campeão do Mundo, Paulo Sérgio fala dos Atletas de Cristo

Foto: Reprodução Web

Jogador de futebol e campeão do mundo, Paulo Sérgio Silvestre deixou o campo do esporte para atuar no campo missionário.

A bola da vez é a Bíblia e os gols do evangelho já balançaram a rede de mais de 60 países. Ele agora faz parte de um movimento interdenominacional de atletas convertidos, que se dedicam a anunciar o Evangelho por meio do esporte.

Aos 42 anos, Paulo Sérgio soma diversas experiências e vitórias, retratada na vasta coleção de medalhas e taças conquistadas no futebol. Ele começou a carreira em 1983, jogando futebol pelo Corínthians, e hoje é gestor esportivo, mora na Alemanha e desenvolve seu trabalho missionário na direção do Ministério Atletas de Cristo.

Paulo Sérgio foi por três vezes campeão no Corinthians paulista; foi emprestado ao Novorizontino, de onde saiu como vice-campeão paulista; na Seleção Brasileira, foi campeão do mundo em 1994. Jogando fora do Brasil, também arrematou diversas conquistas, como na Alemanha, onde brilhou pelo Bayer Leverkusen e Bayern de Munique. Jogou também na Itália. Depois de tanto tempo no futebol, ele recebeu o chamado para testemunhar de Cristo no mundo esportivo. Entrou para a Organização Atletas de Cristo, fundada em 1980, época em que os esportistas lutavam contra toda espécie de preconceito.

O hoje pastor Paulo Sérgio conta que a prática do esporte, especialmente profissional, era vista como “pecado” por muitos membros e líderes de igrejas cristãs. Um dos fundadores da entidade tinha de jogar bola às escondidas para driblar a disciplina familiar e o preconceito. Mais tarde, a imprensa o apelidou de “Artilheiro de Deus”(Baltazar), e ele teve a oportunidade de levar muitos a Cristo por meio do esporte. Nesta entrevista exclusiva à Comunhão, o pastor-atleta fala sobre as oportunidades de ganhar vidas para Jesus por meio dos testemunhos do Ministério Atletas de Cristo.

Comunhão: O que é Atletas de Cristo?
Paulo Sérgio: A Associação Atletas de Cristo (ADC) é um movimento integrado por atletas de várias denominações que existe para anunciar o evangelho por meio do esporte. É uma associação sem fins lucrativos, que sobrevive por meio de doações, realização de eventos esportivos e venda de produtos com a marca Atletas de Cristo.

Esse nome tem base no texto em que o apóstolo Paulo se apresenta como “atleta de Cristo?” O tipo de ministério a que ele se referia tem alguma semelhança com o de vocês?
Na verdade, o nome Atletas de Cristo partiu de uma participante do início do ministério, hoje esposa do João Leite, a Eliane Leite. Juntaram o fato de ser uma iniciativa de atletas e de pertencerem a Cristo e formaram o nome: Atletas de Cristo. Sem dúvida alguma, o ministério ao qual Paulo se referia tem muito a ver com nossa razão de existir – a primeira delas, é claro, está ligada ao objetivo de pregar o evangelho de Cristo e nesta oportunidade, fazendo-o através do esporte.Paulo se utilizou muito dos Jogos Ístmicos – referência ao Istmo, o quarto maior evento esportivo da época, que era disputado a 13 km de Corinto. Aproveitava para fazer tendas e levantar recursos com isto e, ao mesmo tempo, evangelizar em meio ao ambiente esportivo. Paulo também aproveitou a linguagem que o povo entendia e escreveu de uma forma que pudessem compreender (carta aos Coríntios), usando referências esportivas. É o que acreditamos: levar a palavra de Deus, usar a linguagem esportiva, o ambiente esportivo, alcançar atletas para que estes alcancem o mundo com sua influência.

O esporte é uma ferramenta missionária? Por quê?
É uma poderosa ferramenta missionária, sem dúvida alguma. Hoje, existem três linguagens que são universais: a música, a arte e o esporte, sendo que o esporte tem um grau de aceitação muito maior do que os outros dois. Nós já levamos equipes de futebol-missionário a mais de 10 países, muitos deles fechados ao evangelho, porém abertos a brasileiros e ao futebol.  Já chegamos com o futebol-missionário em países como Mianmar, Malásia, Vietnã, Tailândia, Quênia, Uganda, Burundi, Madagascar e África do Sul. O mundo é aberto ao esporte, seja onde for, língua, raça, tribo ou nação, e isso abre um grande precedente à propagação do evangelho da salvação.

Os atletas enfrentam algum tipo de preconceito? Como vocês driblam isso?
Hoje nem tanto, porém no passado o preconceito era muito grande. Quando nossos fundadores deram o pontapé inicial foi muito difícil, a própria igreja não acreditava no esporte como uma ferramenta de evangelização, aliás não acreditava sequer que a prática esportiva era algo para “crente”. Na atualidade, existem mais gozações do que o preconceito propriamente dito. Apesar dos tempos difíceis, nomes como João Leite, Baltazar e Alex Dias Ribeiro deram uma base sólida para a arrancada inicial do ministério Sem dúvida, estes foram os responsáveis por toda estrutura e alcance do ministério. Colocaram a “cara pra bater”, insistiram, persistiram e hoje podemos celebrar pelas vidas alcançadas. Atualmente, graças ao empenho de vários atletas e seus testemunhos de vida cristã, o esporte já não é mais um tabu para a maioria dos cristãos. Além disso, a maioria das igrejas passou a aceitar que um cristão pode ser também um atleta.

É possível mensurar os frutos do Atletas de Cristo?
Podemos começar pelos nossos próprios fundadores, João leite, Baltazar, Alex Dias Ribeiro, a quem posteriormente se juntaram Jorginho, Silas, Paulo Sérgio e muitos outros. Muitos atletas, de muitas modalidades esportivas, muitas idades e muitos lugares, foram alcançados pela linguagem universal do esporte e, consequentemente, por Atletas de Cristo.

Como se tornar um Atleta de Cristo? Como atuar neste ministério?
Hoje a associação é feita de forma bem simples: basta entrar no site e se cadastrar. Após o cadastro, sugerimos que participe em um de nossos Grupos Locais espalhados pelo Brasil e comece e interagir conosco. Aderindo à nossa visão, o atleta ou participante passa a ter a responsabilidade de dar um bom testemunho, a ponto de impactar a outro através da linguagem esportiva e do ambiente propício.

A MATÉRIA ACIMA É UMA REPUBLICAÇÃO DA REVISTA COMUNHÃO. FATOS, COMENTÁRIOS E OPINIÕES CONTIDOS NO TEXTO SE REFEREM À ÉPOCA EM QUE A MATÉRIA FOI ESCRITA.

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