O propósito na adoração

Foto: Michael Bolzan

Líder do Ministério Koinonya de Louvor há 30 anos, pastor Bené Gomes usa uma expressão para referenciar a adoração: “Deus não envelhece”!

Ele é autor de mais de 200 música que marcaram época na música cristã no Brasil. Compositor de uma das canções de maior sucesso entre os evangélicos no mundo: “Ao único”. É fundador e líder de um dos maiores Ministérios de louvor e adoração do país, o Ministério Koinonya.

Pastor Benedito Carlos Gomes conhecido por Bené Gomes, esteve em Vitória (ES) ministrando na Escola Zoe de Adoração. Ele falou com exclusividade à Comunhão sobre o seu Ministério e o propósito da verdadeira adoração. Para ele, “Deus não envelhece”. Confira!

Como começou a sua identificação com a música e quando o senhor percebeu que esse era um chamado de Deus para sua vida?

Acredito que já no ventre da minha mãe, dona Esmeralda! Minha mãe sempre foi muito musical e gostava de ficar cantarolando em casa. O meu pai também teve o seu envolvimento com a música chegou a tocar trompete na banda da sua cidade natal. E foi justo o meu pai que ao saber que eu era um homem colocou em mim o nome de um músico: Carlos Gomes, homenageando o maestro nascido em Campinas, interior de São Paulo, que se tornou famoso ao compor a peça “O Guarani”. Ele se chamou Antônio Carlos Gomes, e eu Benedito Carlos Gomes. O Benedito foi em homenagem ao meu pai, que tinha esse nome. Aos 5 anos eu gostava de fazer de um cabo de vassoura o meu instrumento e usava a voz para fazer o som de um violão ou mesmo de uma guitarra. Aos 10 anos, um dos meus irmãos comprou um violão lá pra casa, e eu tomei posse como se fosse meu, embora não soubesse tocar uma nota sequer. Foi quando um outro irmão percebendo o meu interesse, comprou um método de violão do Paulinho Nogueira, um músico de renome na época. Durante 3 meses eu me dediquei a estudar aquele método e estudei todo o método nesse tempo, o que me deu uma excelente base para o que eu precisaria usar mais tarde no meu chamado em Deus. Deus me deu um bom ouvido musical e uma paixão enorme pela música, o que facilitou a minha disciplina e dedicação nos estudos. Aos 15 anos ao me converter entendi claramente que a música era parte ativa do chamado de Deus para minha vida. Eu me converti num movimento paraeclesiástico chamado MPC, Mocidade Para Cristo, e ali o meu chamado começou a ser exercido e desde então nunca deixei de usar esse dom maravilhoso para fazer a obra de Deus

O Ministério Koinonya tem mais de 200 canções inéditas e elas continuam até hoje sendo sucesso no meio Cristão como “Ao único”, e “Maravilhoso”. Qual delas que mais te marcou e foi um divisor de águas? Por que?

Das duas a que mais me marcou foi uma, e a que se tornou um divisor de águas foi a outra…rs! A que mais me marcou foi a “Maravilhoso”; a que foi um divisor de águas foi “Ao único”. “Maravilhoso” me marcou por todo o contexto em que foi composta. Eu morava em São Paulo e era dia das mães, 08 de maio de 1994 quando ela foi composta. Mas a história começa no ano anterior, 1993, quando a minha querida mãe, dona Esmeralda, partiu para estar com o Senhor, quando eu ainda morava em Brasília. Então quando acordei no dia das mães de 1994, e tive muitas saudades dela, e isso me abateu e me entristeceu profundamente. E pra piorar a situação no domingo anterior, 01 de maio, o Brasil perdeu um de seus maiores ídolos de todos os tempos: Ayrton Senna. Ele foi velado e sepultado em São Paulo, onde eu morava na época, e me lembro que no dia do sepultamento no cemitério do Morumbi, o prefeito decretou feriado municipal, pra que as pessoas pudessem acompanhar o cortejo fúnebre, foi muito triste. E pra piorar ainda um pouco mais nesse dia resolvi ir com minha esposa assistir a um filme chamado “A Lista de Schindler” que mexeu demais comigo. Então no domingo quando acordei não foi fácil porque todas essas variantes haviam produzido em mim uma soma e eu desabei num choro compulsivo mas silencioso, para não acordar a minha esposa. E foi nesse contexto em que olhei para minha esposa, e me lembrei que era o dia dela também, já tínhamos os nossos três filhos, e eu precisava me recompor. De repente veio uma força sobrenatural, e me levantei peguei o violão e fui pro banheiro, e ali nasceu “Maravilhoso”. Assim que compus a música sai do banheiro e minha esposa abriu os olhos, e eu disse que tinha um presente para ela. Quando cantei ela se encantou com a música e começou a cantar comigo também e logo vieram os filhos, e começaram a cantar também, e depois ensinei para os músicos no ensaio, e quando cantamos com a igreja, houve uma manifestação muito forte da presença de Deus. Mas como eu disse antes, a música que se tornou um divisor de águas na minha vida, no meu ministério e na experiência de Adoração da igreja local, foi “Ao único”. Essa canção foi composta em 1986, dois meses depois do nascimento do segundo filho, a Maressa. Nessa época eu trabalha no meio secular em período integral e sempre às noites eu tinha alguma atividade na igreja local. Era uma sexta-feira e eu cheguei em casa por volta de 22h30, e depois de tomar banho e jantar, meu coração estava cheio de uma expectativa de que o Espírito Santo me inspiraria a compor uma canção, mas quando perguntei ao Espírito o que eu devia fazer, ele me disse para eu dormir! Então dormi, e de manhã bem cedo antes de acordar, tive um sonho maravilhoso em que eu me via sozinho num deserto, quando de repente recebi uma visita ilustre de um anjo de vestes brancas, cabelos loiros, olhos azuis que se aproximou de onde eu estava e me disse: “sobe nas minhas asas pois vou te levar a um lugar onde você vai ter uma experiência que vai mudar a sua vida”, senti muita paz e de fato subi nas asas daquele anjo e ele começou a voar e a subir em direção a um lugar onde paulatinamente duas coisas começaram a acontecer: Uma luz que ia se tornando mais e mais brilhante, e uma música que ia mais e mais enchendo o meu coração. Quando olhei pra baixo vi um trono cheio de luz num lugar que me pareceu ser como o Jardim do Éden de tão lindo que era. E diante desse trono uma multidão incontável de seres com vestes brancas e todos com uma coroa em suas cabeças. O anjo desceu e me inseriu suavemente no meio dessa multidão e ao olhar pra mim percebi que eu também estava de vestes brancas e com uma coroa em minha cabeça. Houve um determinado momento da música que a melodia cresceu e foi a chave para que todos nos colocássemos numa espécie de fila indiana e nos dirigíssemos em direção ao trono onde Jesus estava assentado com o rosto coberto de glória e luz! Foi demais!!! Chegou então o momento deu colocar a minha coroa aos pés daquele que estava assentado no trono, e no instante em que eu coloquei a coroa aos pés de Jesus, eu acordei, praticamente com os meus sentidos arrebatados e completamente imerso ainda no ambiente do sonho. O detalhe é que eu havia deitado com minha esposa do lado, e no outro lado ao pé da cama do meu lado, eu havia colocado o meu violão encostado na parede, e uma gravador com uma fita k-7 virgem na função “pause” pronta pra receber gravação e foi aí então que eu pude gravar a música que acabara de ouvir no sonho. Detalhe importante: no sonho o cântico não era cantado em português, bem provavelmente era em língua de anjos, dúvida a ser resolvida na eternidade…rs!
Depois que gravei toda a melodia, dei uma parada pra tomar café, mas já comuniquei à minha esposa que eu tinha tido um sonho, e que eu estava recebendo uma música e que agora estava faltando a letra. Então após o café entrei de volta no quarto e só saí depois de três horas com letra e música prontas. Foi algo muito maravilhoso, uma experiência e tanto! Mas não tive tanta pressa de ensinar à igreja, provavelmente se passou mais de um mês até que ensinei pra igreja e foi um divisor de águas. Algo inexplicável aconteceu, e a igreja local foi levada pelo Espírito Santo a um novo nível de Adoração. Foi algo muito impressionante!

O senhor é um dos ícones da música no segmento congregacional nas igrejas. Como é fazer parte disso no início e ser o precursor?

Sem nenhuma sombra de dúvidas, fazer parte disso no início é para mim um dos maiores privilégios que Deus me concedeu em toda a minha vida. Ser precursor de uma experiência nova na adoração, não tem preço e sinto muito orgulho disso. Me sinto honrado por Deus ter me levantado para escrever uma nova história que marcou profundamente a minha geração e as igrejas cristãs da época. Sem dúvida foi um tempo histórico e altamente profético.

O senhor já tem 30 anos como líder do Koinonya. Ao longo dessa trajetória musical com o grupo, teve alguma ocasião que te marcou espiritualmente? Qual delas? Poderia nos relatar?

O Koinonya está completando 30 anos desde a nossa primeira gravação do disco “Aliança – Adoração1”, que foi justamente em 1988 pela Comunidade Evangélica de Goiânia. Eu, pessoalmente, tenho mais de 43 anos de exercício ministerial na área da música na casa de Deus. Falando especificamente do Koinonya, vários momentos foram muito marcantes, como a apresentação do Adoração1 no Cine Teatro Goiânia em julho de 1988, depois tivemos na época de Brasília, as nossas apresentações no Sala Villa Lobos no Teatro Nacional, em 1996 até 1999, que também foram muito marcantes, e por fim as nossas excursões nos Estados Unidos e no Japão entre 1996 e 2001. Impressionante o quanto Deus nos usou também em várias cidades aqui no Brasil também, e era incrível porque sempre íamos com um time grande de 10 a 15 pessoas, e não colocávamos nenhuma exigência financeira e em muitos lugares ministramos apenas pelo prazer de ministrar sem receber nenhuma oferta, além das passagens, hospedagem nas casas dos irmãos e alimentação. E Deus sempre nos honrou, sempre! O que mais nos gratificava era ver pessoas adorando a Deus, levantando as mãos, se enchendo da presença do Espírito Santo. E isso já era o suficiente pra nos sentirmos os mais felizes de todos os ministérios

A marca registrada do Koinonya é dar espaço para a música participativa, coletiva na igreja?

Sim! Foi para isso que Deus nos chamou, nos capacitou e nos ungiu até hoje. São 30 anos abastecendo as igrejas com músicas do coração do Pai para levar a igreja, os filhos de Deus, os adoradores, a uma genuína experiência de adorar a Deus em espírito e em verdade! A minha esposa sempre costuma dizer às pessoas que compram os nossos cd’s que elas não devem apenas ouvir as músicas mas cantá-las enquanto ouvem. E é esse de fato o nosso propósito maior, que as pessoas cantem as músicas e sejam marcadas por encontros cada vez mais profundos com Deus

Em que o senhor se inspira para compor suas canções? Como elas nascem? Vêm do fruto do relacionamento com Deus?

Não há uma regra muito definida! Recebi muitas delas num contexto de me sentir inspirado por alguma pregação feita por alguém; outras foram por experiências do dia a dia; outras por desafios que eu mesmo me fiz a partir de um tema que o Espírito Santo colocou no meu coração; e outras é claro como fruto de um tempo muito especial de relacionamento e comunhão com Deus, com a sua palavra, ou mesmo ministrando com o meu violão. Mas todas foram compostas numa postura de fé e sempre com a intenção de adorar a Deus e de abençoar pessoas

Como dosar técnica com o lado espiritual no ministério de louvor? O que é preciso para ser um ministro de louvor?

Gostaria de fazer uma distinção importante de se entender: Ministério de louvor é uma coisa e Ministério de música é outra bem diferente. Embora ambos sejam complementares e inter-dependentes. Acredito que o ministério de louvor é para todos os filhos de Deus, todos os que nasceram de novo, e mesmo para aqueles que ainda não nasceram de novo, porque Davi diz no salmo que todo ser que respira louve ao Senhor (Salmo 150:6). Agora, o Ministério de música é para quem tem dom, talento e habilidade musical. E a participação do músico nesse ministério na igreja está sujeita à uma avaliação, ao que chamamos de audição. Ele pode ter muita responsabilidade, pode ter um bom caráter, mas se não tocar bem, e não cantar bem, não estará apto a participar do ministério de música. Pode continuar participando do ministério de louvor junto com a igreja, mas não do ministério de música. Para ser ministro de louvor eu entendo que a pessoa precisa ter sensibilidade musical, uma voz afinada, e uma postura de fé e ousadia, sempre com muita graça e sabedoria, para saber como levar às pessoas a desfrutarem da presença de Deus

O que é ser um verdadeiro adorador?

Ser um verdadeiro adorador é antes de tudo ser um filho de Deus, ser nascido de novo, e ser cheio do Espírito Santo. Ser adorador é se colocar como alguém que está sempre disposto a servir pessoas no contexto da igreja local, e mesmo fora dele. O verdadeiro adorador não o é apenas no contexto de igreja, mas no dia a dia, principalmente no relacionamento com os seus familiares, no ambiente de trabalho, na faculdade, no trânsito, enfim; somos chamados para adorar a Deus em todo tempo e em todo lugar, sempre atentando para os interesses dos nossos semelhantes. Adoração e serviço se misturam em seus conceitos e experiências

O senhor disse uma vez que “A unção não envelhece”. O que o senhor quis dizer com isso?

Quis dizer o mesmo que “Deus não envelhece”! Tudo que tem origem em Deus, que é sustentado por Deus, e que glorifica a Deus, jamais envelhecerá. Minha esposa toda vez que ouve alguém em algum lugar cantando por exemplo “Ao único”, ela sempre me diz: “Essa música é eterna, nunca fica velha”. Por isso devemos sempre buscar a marca da unção de Deus em tudo que fazemos e falamos, para que fique ecoando para a eternidade no coração das pessoas.

O senhor é um homem conhecido no mundo todo e suas canções são cantadas por pessoas em várias denominações espalhadas pelos países. O que o senhor atribui isso? O que o diferencia dos demais compositores?

Devo de fato reconhecer que sou um homem conhecido, não no mundo todo, mas em boa parte dele, e isso é graça de Deus, obviamente. Porque eu não teria condições de por mim mesmo produzir esse reconhecimento. Então, pra ficar claro, eu atribuo esse reconhecimento e essa honra que em muitos lugares eu tenho, ao fato de ter comigo, o favor de Deus, é simples assim. Sobre o que me diferencia dos demais compositores é a mesma coisa que diferencia qualquer outro compositor: o fato de não ter nenhum outro Bene Gomes na face da terra. Eu sou especial, original, diferente e único porque Deus não cria jamais duas pessoas exatamente iguais. Existem detalhes que nos fazem ser originais. E a bênção está em ser original. A bênção está em ser o que Deus nos criou para ser! Eu espero que os demais compositores entendam isso e sejam originais, únicos e especiais como Deus os criou pra ser

Apesar de tudo ser esquecido rapidamente, inclusive a música, os louvores congregacionais permanecem até hoje. Qual o diferencial desses louvores?

Nem todos os louvores congregacionais permanecem até hoje. E eu não consigo explicar porque alguns permanecem até hoje, a não ser por um propósito específico de Deus que nem sempre conseguimos entender claramente qual é. Se você me perguntar, por exemplo, porque “Ao único” permanece até hoje, eu não consigo te responder, porque eu não tenho mesmo explicação para isso.

O senhor vem de uma época em que os compositores se destacavam. Mas hoje muitas músicas que fazem sucesso são versões de músicas americanas. Por que isso está acontecendo?

Eu diria que por causa das mídias sociais e da globalização que nos dá acesso em tempo real a tudo o que está acontecendo no mundo, inclusive no mundo cristão e evangélico. E acredito que não só as músicas americanas mas principalmente as australianas, que também tem como idioma o inglês, está fazendo bastante sucesso. Entendi que a pergunta questiona se isso realmente é o melhor! Veja bem, eu pessoalmente, não tenho absolutamente nada contra as músicas versadas serem cantadas pelas igrejas brasileiras, desde que atendam a um propósito específico de Deus. Se você me perguntar se há a possibilidade de um certo modismo nisso, eu te direi que sim, da mesma forma que existe essa possibilidade também com as músicas compostas por compositores brasileiros, entende? O que eu poderia acrescentar de diferente, é que acredito piamente que independente da igreja local cantar músicas versadas, venham elas de onde vier, ela deveria encorajar os seus músicos a compor também. Foi exatamente isso que aconteceu com a gente em Goiânia (GO). Cantávamos muitas músicas versadas, bem como músicas de compositores brasileiros de outras igrejas, mas em um determinado momento eu me senti desafiado por Deus a compor e desafiei outros músicos locais a fazerem o mesmo, e Deus nos honrou quanto a isso, e realmente passamos a dar uma contribuição muito efetiva na história da música brasileira por conta dessas canções que pela inspiração de Deus compusemos

Hoje muitos cantores seculares estão cantando e até mesmo gravando músicas evangélicas. Como o senhor avalia o mercado da música gospel atual?

Não sou contra cantores seculares cantarem e gravarem músicas evangélicas em si, e não me sinto autorizado a julgar as motivações e as intenções pelas quais eles estão fazendo isso. Porque eu também não posso te garantir que as motivações e intenções dos evangélicos sejam 100% desprovidas de qualquer interesse comercial. O mercado gospel como o mercado secular tem coisas boas e certas, como também tem coisas ruins e erradas com certeza! A única ressalva que eu faço é que mesmo correndo o risco de vermos coisas ruins e erradas no meio evangélico, mesmo assim, o evangelho de Jesus Cristo está sendo proclamado.  Faço minhas as palavras do apóstolo Paulo: “Mas nada disso importa. Sejam as motivações deles falsas, sejam verdadeiras, a mensagem a respeito de Cristo está sendo anunciada, e isso me alegra” ( Filipenses 1:18)

Quais os planos do Ministério Koinonya?

De imediato penso em fazer um evento para celebrar os 30 anos de Koinonya, desde que gravamos o nosso primeiro LP, e isso deve acontecer até o final desse ano, espero eu…rs! Nesse evento quero chamar alguns líderes e cantores que me ajudaram e foram essenciais para o sucesso do Koinonya. Além disso, estou orando por um próximo trabalho com músicas inéditas, explorando quem sabe um clipe, e gravando um novo CD, ou mesmo um EP, vamos ver; e trazendo talentos novos para participar desse projeto, como é sempre do nosso feitio. E no mais continuo atendendo a agenda com a minha banda, que já está comigo a 15 anos, músicos aqui do Rio de Janeiro, para conferências, seminários e encontros onde continuaremos a instruir e a inspirar toda uma nova geração que Deus está levantando em todas as partes da terra.


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