Ativista paquistanesa quer investir na educação do Brasil

Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Malala Yousafazai, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, defendeu que a Educação é o melhor investimento

Em visita à capital paulista nesta segunda (09), a ativista paquistanesa Malala Yousafazai, defendeu a educação como melhor investimento. E disse que vai ajudar o Brasil nesta área. Malala, que é ganhadora mais jovem da história a receber um Prêmio Nobel da Paz, não deu detalhes sobre a parceria. Mas adiantou que será anunciada em breve.

“A melhor forma de melhorar a educação em qualquer país é fazer parcerias com as ativistas locais. Vamos focar nas regiões que mais precisam, como o Nordeste do Brasil, mas também vamos apoiar outras campanhas. Queremos trabalhar junto com vocês. Estou aqui para aprender e usar o Fundo Malala da melhor maneira”, disse ela durante a palestra ministrada para estudantes e convidados.

É a primeira vez que Malala visita o Brasil. A ativista completa 21 anos nesta quinta-feira (12). E se tornou símbolo mundial da luta pelo direito das meninas à educação. Isso aconteceu depois dela sobreviver a um atentado cometido pelo Talibã aos 15 anos de idade. Ela foi baleada por se manifestar contra a proibição da educação para mulheres.

A paquistanesa lembra que, quando era uma aluna em seu país, outras colegas de sua classe também defendiam a educação feminina. “A diferença é que os meus pais nunca me impediram de falar o que eu pensava”, disse.

Investimentos

Um dos objetivos da ativista no Brasil é encontrar meninas fora da escola que tenham acesso à educação. Outra razão que levou Malala a viajar para o país foi a força dos ativistas locais descobertos por ela. A intenção dela é promover a educação entre as comunidades menos favorecidas do Brasil, especialmente as afro-brasileiras.

Em breve será implantado um projeto do Fundo Malala para que a educação seja abordada pelas campanhas eleitorais. “Trabalhando junto com os defensores da educação e podendo dar a todas as pessoas, que vem das camadas menos privilegiadas, a esperança de que todos em volta se sintam seguras em receber educação de alta qualidade”, declarou.


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