Os filhos do quarto

Foto: Romrodphoto/ Shutterstock

É importante a educação do lar no cotidiano da família. É preciso estabelecer limites para o uso de tecnologias.

Cada vez mais a tecnologia tem invadido os lares. Não é difícil ver hoje uma criança ter acesso a um computador, tablet e celular. Muitos chegam a ficar trancados no quarto em passando horas e horas navegando na internet ou até mesmo jogando.

“Não sejamos exagerados para dizer que só agora com o advento da internet temos perdido nossos filhos. Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança. Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é. Dentro de seus quartos perdemos os filhos, pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar”, resumiu a psicopedagoga Cassiana Tardivo, que atua há mais de 20 anos com orientação educacional.

Segundo ela, como pais cristãos, é importante refletir sobre a questão de que os filhos também podem estar perdendo sua vida em seus próprios quartos enquanto em vida, seu tempo enquanto há tempo.

“É tempo, queridos pais, de agir com mais intencionalidade. Do contrário, estamos contribuindo para uma vida sem sentido, sem propósito, sem limites e artificial, que pode levar, inclusive, à depressão e mesmo ao suicídio”, disse.

O que fazer?

Estabelecer limites para o uso de tecnologias. Considere a idade e os propósitos dos “presentes” tecnológicos. Lembre-se: eles não são inofensivos. E, no fim, é você mesmo quem paga a conta.

Atente para as expressões de raiva. Não permita que diante de uma discussão seu filho vá para o quarto e bata a porta. Vá atrás. É preciso dialogar, colocar os “pingos nos is”. Muitos filhos que, irados, se trancam em seus quartos e buscam as mais diversas fontes de extravasamento, ao saírem já não são mais os mesmos. Com a ajuda de Deus, seja você, pai e mãe, essa fonte!

Faça reuniões de família. Dê a mesma oportunidade para que todos se pronunciem quanto ao uso de tecnologias no lar. Assim cada um sentirá a responsabilidade de fazer com que as regras que ele próprio ajudou formular sejam obedecidas.

Dê trabalho para seus filhos. Na escola há uma agenda a ser seguida. Em muitos lares, no entanto, os filhos vivem livres, descompromissados e sem nenhuma responsabilidade. Os filhos podem desempenhar as mais diversas funções domésticas de acordo com a faixa etária.

Incentive a leitura de bons livros e cobre desempenho escolar. Ser bom aluno toma tempo, exige muita leitura e dedicação, mantém a mente ocupada e contribui para melhoria da autoestima. Portanto, procure motivar, valorizar e ajudar seu filho ser um estudante de sucesso!

Crie contextos saudáveis. Invista em atividades como preparar uma horta em família, natação, viagens, esportes, música, aulas de idiomas, brincadeiras de rua, Clube de Aventureiros, Desbravadores. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para que os filhos se exercitem e construam bons relacionamentos!

Seja o melhor exemplo. Policie-se para não gastar mais tempo que o necessário com suas próprias tecnologias. Do contrário todo seu discurso cairá por terra.


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