Jejum e oração contra a corrupção no Brasil

Foto ilustrativa

Convocação é para que todos os cristãos se unam em intercessão hoje (4), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decide se aceita ou não o pedido de habeas corpus de Lula.

Nesta terça-feira (3), brasileiros de 21 estados, em pelo menos 80 cidades do Brasil, fizeram protestos contra o habeas corpus do ex-presidente Lula. Diante da situação, líderes evangélicos do país decidiram se manifestar.

A Convenção Batista Brasileira (CBB) emitiu um comunicado convocando os evangélicos a fazerem uma campanha de jejum e oração nesta quarta-feira (4). Em um vídeo divulgado pelo órgão nesta segunda (2), o presidente, pastor Roberto Silvado pede união dos cristãos para pôr fim a corrupção.

“Os juízes do nosso STF terão uma oportunidade histórica para reafirmar o combate à impunidade em nosso país. Existem sérias consequências da possibilidade do STF mudar novamente seu entendimento, não permitindo mais a prisão após condenação em 2ª instância. Isto permitirá que, de imediato, pedófilos, traficantes, estelionatários, doleiros e corruptos fiquem em liberdade”

A campanha de jejum e oração será em favor da decisão pela condenação, para evitar que tantos criminosos consigam a liberdade. “Unidos pediremos ao Deus dos céus que conceda sabedoria, entendimento e discernimento a cada um dos juízes ao declarar seu voto”, diz o pastor.

Anajure

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) também resolveu se pronunciar. Pelas redes sociais o órgão emitiu uma nota pública pedindo o fim da impunidade.

“Renovamos o nosso compromisso de empreender esforços para pôr fim à impunidade daqueles que cometem atos de corrupção. Não nos esquecendo que isso só será possível através do fortalecimento dos nossos princípios constitucionais estruturantes, da reconstrução da confiança nas nossas instituições”.

Julgamento STF

Hoje (4), o Supremo Tribunal Federal (STF) decide se aceita um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula.  Se o recurso for negado, nada impedirá uma eventual prisão do ex-presidente. Se for aceito, enquanto o caso correr na Justiça, Lula, de 72 anos, poderia fazer campanha para as eleições de outubro.

“Vivemos tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições. Por isso mesmo, este é um tempo em que se há de pedir serenidade. Serenidade para que as diferenças ideológicas não sejam fonte de desordem social”, escreveu a ministra Cármen Lúcia em texto divulgado por sua assessoria.

Veja o vídeo


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