ONU alerta sobre fluxo migratório da Venezuela

Foto: AFP/Getty Images

Segundo a Organização Internacional de Migração (OIM, da sigla em inglês), 2,3 milhões de venezuelanos já deixaram o país em meio a crise da Venezuela que piorou significativamente há 3 anos.

A agência de migração da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a Venezuela está caminhando para o mesmo “momento de crise” de refugiados visto no Mediterrâneo em 2015.

Estima-se que pelo menos 50 mil dos refugiados venezuelanos, ou 2%, tenham se fixado apenas no Brasil, até abril de 2018, um aumento de mais de 1000% em relação a 2015. O número leva em conta pedidos de asilo e residência.

O Estado de Roraima, na região amazônica do Brasil, tentou fechar a fronteira, mas a proposta foi rejeitada pela Justiça no início deste agosto. Por ser a de mais fácil acesso, a cidade de Pacairama concentra a maior parte dos que cruzam a linha entre Venezuela e Brasil. A cidade foi palco de um conflito violento, quando moradores expulsaram venezuelanos que estavam nas ruas da cidade e também queimaram seus pertences.

No Peru, regulamentos de fronteira mais rigorosos entraram em vigor depois de uma tentativa do Equador de fortalecer seus mecanismos de controle ser anulada judicialmente.

REFORÇO NA FRONTEIRA

O presidente Michel Temer anunciou, no final de agosto, que Exército brasileiro chegou ao estado de Roraima, a principal rota de entrada no país utilizada pelos migrantes venezuelanos que fogem da grave crise política, econômica e social no seu país. Para o presidente, a crise no país vizinho é uma ameaça para a América do Sul.

Em seu Twitter, Temer divulgou: “Acabei de decretar o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem, no estado de Roraima. Para oferecer segurança aos cidadãos brasileiros e aos imigrantes venezuelanos que fogem de seu país em busca de refúgio no Brasil.”, diz o post.

Restaurantes da rede americana foram fechados em Caracas. Foto: Federico Parra/AFP
McDonald’s fecha unidades na Venezuela

Fechamento de várias lojas da rede McDonald’s na Venezuela evidencia as dificuldades de continuar operando após as reformas econômicas do governo, que incluem reduções forçadas dos preços e aumentos salariais impossíveis de custear em uma economia quase paralisada.

“Continuamos a adaptar nossos negócios à dinâmica dos mercados em que estamos presentes. Encerramos recentemente as atividades em um número reduzido de restaurantes”, anunciou no sábado Arcos Dorados, que opera a marca americana no país.

A empresa não informou o número de instalações fechadas, mas a imprensa local e usuários indicaram que pelo menos sete fecharam as portas, quatro em Caracas. Cerca de 120 ainda operam.

“Se o dinheiro não é suficiente para comprar alimentos básicos, como posso ir a um McDonald’s?”, disse Julián Peña, de 79 anos. Um sorvete custa o mesmo que um quilo de carne.


Leia mais

Igreja acolhedora para venezuelanos
Ação recreativa para crianças venezuelanas em Roraima
1,2 mil venezuelanos deixam o Brasil após ataques
Maduro admite fracasso na crise da Venezuela
Ajuda humanitária aos refugiados venezuelanos

Aproveite as promoções especiais na Loja da Comunhão!