“O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa, a fraude” – Provérbios 12.17.

A dor da verdade dói menos porque pelo menos se tem a verdade. Dói saber, porém saber atenua a dor. A verdade nunca tem hora para chegar. Quando chega, chega e muda. Mesmo que antes ela tenha chegado em parte, jamais se completa se completa não estiver. Não completa não é verdade. Assim, só resta a dor de verdade.
Confessar a verdade quando já se contou a mentira não é fácil. Esconder o erro e acreditar na mentira é a alternativa de muitos. Entretanto, este é o laço que prende e angustia aqueles que fazem esta escolha.

Tornam-se cativos de suas próprias palavras, migram do real para a fantasia, perdem a noção do certo e o errado, mergulham num estranho mundo cuja paternidade é atribuída ao diabo, conforme disse Jesus em João 8.44: “Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”.

A mentira vicia. Quem dela se alimenta a ela se devota. A verdade, ao contrário, é libertadora. Dizer a verdade, em amor, com doçura e inteligência, é o caminho pelo qual devemos sempre andar. O mesmo João registrou as palavras do Mestre: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – 8.32.

Preferível será jamais começar a mentira. Se iniciada, não aumentá-la é fundamental. Em ambos, determinante é que se deixe a mentira e fale a verdade. É preciso ter coragem para confessar que houve mentira, porém permanecer nela, é viver mergulhado numa perigosa areia movediça. O sábio escritor de Provérbios relatou: “O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa, a fraude” – Provérbios 12.17.

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